Eu sou a Juju e vou contar um pouquinho da minha história.

Eu vivia nas ruas, passando frio, fome e sede. Um belo dia, tive sete lindos bebês num lote vago.

Eu precisava sair pra conseguir comida. E foi numa dessas que uma pessoa muito apressada e muito mal me atropelou com uma moto. E ainda esbravejou por ter sujado a moto.

E eu? Fiquei ali no chão estirada, gritando de dor. O leite escorria no meu peito.

Algumas pessoas passavam quase que tropeçando em mim é não me enxergavam. Por sorte, alguém me viu, decidiu agir e pediu ajuda pra mim. A ajuda chegou, mas demorou um pouco.

E, até que ela chegasse, me enchi de coragem e me arrastei até o lote vago, porque tinham sete boquinhas famintas me esperando. Mesmo com muita dor, consegui amamenta-los. Coração de mãe é assim…

O socorro chegou! Já havia um rebuliço formando um grupo “Todos pela Juju”. Descobri então que ganhei um nome naquele mesmo dia. E prometeram cuidar de mim até o fim.

Daí veio a triste a separação dos meus filhos. Fui internada, já com um prognóstico de infeção generalizada, com uma pequena chance de sobreviver.

Mas os médicos me estabilizaram. Deus estava comigo. A minha missão ainda não estava cumprida.

E o mais triste foi quando ouvi os médicos cochichando que minhas patinhas traseiras não movimentavam mais. Eu chorei muito.

Um outro médico muito legal soube da minha história e se prontificou a ajudar.

Após a cirurgia, ele contou para as minhas tias que o prognóstico não era nada bom. Três vértebras esmagadas. Somente um milagre devolveria meus movimentos.

Mas aquele médico era meio gente e meio anjo e conseguiu entender pelo meu olhar que eu queria viver. Então, ele não desistiu de mim. Fomos à luta: Fisioterapias, acupunturas, ozonioterapia e até banho de ofurô .

Cada semana, cada mês, era uma batalha vencida. Aos poucos, fui conseguindo levantar e arriscar uns passinhos.

Hoje sei que aquele milagre mencionado lá atrás aconteceu. A cada dia me sinto mais animada. As vezes , quando estou ansiosa, quero correr e aí me arrasto. Mas tenho progredido muito.

Ando, tropeço nas patinhas, caio, mas me levanto e não desanimo.

Nesses percursos de tratamento, um ano depois, reencontrei um dos meus filhos. Encontrei meu filho George em uma das visitas ao veterinário, e ele me reconheceu. Uma coincidência? Um presente de Deus, talvez.

Então, hoje já estou no segundo lar temporário. Só tias bacanas cuidando de mim.

Sou muito agradecida a todos os médicos que me ajudaram e que continuam ajudando, às pessoas que sensibilizaram e ajudam a pagar os tratamentos e às tias do grupo da Juju.

Vocês estarão pra sempre no meu coração, por não terem desistido.

Mas agora, pra que eu possa treinar mais o exercício de andar, preciso ir para uma casa com um espaço de área, com piso não escorregadio e, se tiver partes gramadas, seria muito bacana.

Meu sonho? Ter alguém pra me encher de carinho. Você pode me dar está chance?

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