Era uma vez um grito de socorro, que expunha as mazelas de uma pequena matilha de dois: mãe e filho, e mais filhos a caminho.

Ganharam casinhas de papelão, caminhas macias e até potinhos de água e ração. Estavam na porta de um prédio no Bairro Castelo e ali decidiram morar.

Afinal, com tantos mimos, estava claro que ali foram notados.

As caixas de papelão e as caminhas até que os protegiam em parte, mas a temporada de chuva se aproximava e, ao relento, eles não poderiam continuar.

Foi aí que, já prevendo que os pequenos lobinhos que cresciam naquele ventre precisariam de uma sorte melhor, os moradores do prédio ao lado decidiram melhorar as habitações.

Ganharam casinhas de madeira, que talvez os mantivessem secos se as chuvas chegassem mais cedo.

O pedido de ajuda ecoou pela rede e o resgate não tardou a chegar.

Infelizmente, quando a ajuda chegou, tudo havia mudado. A mãe já não estava mais prenha, mas amamentava uma matilha de 7 lobinhos.

O filhote mais velho havia sumido.

Mãe e filhos recém-nascidos foram levados a um lar temporário, onde ganharam aposentos seguros e bem confortáveis.

Não havia, entretanto, motivos pra comemorações, já que a angústia pelo sumiço do filhote mais velho contagiava a todos.

Foi aí que seus salvadores decidiram se unir e preparar uma grande expedição para a localização e captura do cãozinho desaparecido.

Ele não tinha mais a referência da mãe e poderia estar em qualquer lugar. Ainda assim, as buscas foram intensas, até que, dois dias depois, ele foi avistado, procurando pela mãe no mesmo terreno onde, por algum tempo, buscaram refúgio.

Estava assustado demais pra permitir a aproximação, o que exigiu da equipe de resgate mais que apenas agilidade. Foi preciso o uso de cobertores e até redes.

Do matagal onde ele se escondia, para a rede de captura e depois para o banco do carro. Dali, partiu direto para o mesmo lar temporário onde sua família o esperava.

O sorriso largo da equipe de expedicionários era o sinal do triunfo, que terminou com um adolescente exausto, desmaiado no cantinho quente de sua mãe, enquanto do outro lado, seus sete irmãozinhos enchiam as barriguinhas.

Mãe e filho ganharam nomes e passaram a ser chamados de Mary e Francis. Contudo, os dias seguintes foram difíceis.

Os primeiros exames mostraram que o final feliz estava distante. Francis estava com anemia profunda, causada por uma Babésia bem adiantada, consequência de uma infestação de carrapatos como poucas vezes se viu.

Foram muitos dias de antibióticos, vitaminas e alimentação natural. A mãe também passou por um regime de engorda, com suprimentos que lhe fortaleciam e aumentavam o leite. Com sete boquinhas para amamentar, ela precisava mesmo de boa nutrição.

Quase 40 dias depois do resgate, os filhotes já se aventuravam para se aquecerem ao sol, ao lado da mãe.

Francis, o irmão mais velho, mostrou-se o mais dedicado dos primogênitos. Desde o dia em que chegou, ele se aninhava entre os pequenos e os vigiava com um cuidado que poucas vezes se viu.

Esteve ao lado dos irmãos quando abriram os olhos e viram o mundo pela primeira vez. Esteve também ao lado da mãe em cada mamada.

Tornou-se indispensável, conduzindo seus irmãozinhos nessa difícil jornada que chamamos de Vida.

Nos intervalos dos afazeres, ele se dava também o direito de brincar um pouco. Afinal, com menos de 6 meses de vida, ele também era filhote e merecia brincar.

Mary, a mãezinha mais orgulhosa do mundo, aproveitava o sono dos pequenos para pedir afeto e relembrar momentos que ficaram no passado.

O carinho que a Mary parecia conhecer e gostar, infelizmente, para o pequeno Francis, era algo ainda desconhecido e amedrontador. As referências ali não eram as mesmas.

Já os filhotes menores, embora tenham nascido em situação de risco, foram resgatados no mesmo dia e já abriram os olhinhos em ambiente protegido. O mundo que eles conhecem é bem diferente daquele onde o irmão mais velho cresceu.

São quatro machinhos, que deverão ficar de porte pequeno a médio.

E três meninas, que parecem pintadas a mão. Eles nasceram em 21 de julho e podem ser separados da mãe com 45 dias, a partir de 04 de setembro de 2018.

Estão saudáveis e serão entregues com todos os cuidados iniciados.

Contato para adoção: (31) 7512.7179 Tim / 7178.8784 Vivo / 8718.1929 Oi.

E-mail: lucinediafigueiredo@gmail.com

Número do anúncio: ago18-0120-mgCZ

Comentários / Mais informações sobre o anúncio devem ser obtidas com os anunciantes, no telefone ou e-mail indicados acima.