Meu nome é Nicole. Eu sou uma Pit Bull, de colo, de almofadas, de caminha e de cobertores macios, de água limpa e de comidinha farta e gostosa.

Houve um tempo, que não era assim. Nem nome eu tinha. Foi um tempo difícil, muito difícil, de fome, frio, medo, lutas e muita dor.

Infelizmente, esse tempo ainda não passou. Eu deixei o inferno, mas preciso ser adotada para que os meus outros “amigos” sejam também resgatados. Ainda restam quase 20 cães naquele lugar.

Hoje sei que eles são meus amigos. Minha história está contada no link abaixo.

http://oloboalfa.com.br/onde-os-fracos-se-refugiam/?regiao=mg

Eu fui resgatada e me tornei a mascote de um hospital veterinário. Fui recebida por umas tias muito legais, que me trataram com tanto carinho que nem as agulhas eu sentia.

Eu estou no hospital veterinário da Uni-BH. Desde que cheguei aqui, já fiz muitos exames, tomei muitas injeções e fui até castrada.

Estou também aprendendo que o contato com os homens pode e deve ser estreito, que traz uma sensação de paz e de segurança. Aprendi que as pessoas são boas, que não batem e não ferem.

Aquele tempo está ficando no passado, mas vai demorar um pouco pra que eu entenda tudo isso. Neste momento, eu ainda preciso ser filha única, mas ser filha é o que eu mais quero.

Já provei pra todos que sou dócil, que adoro companhia, e já até mostrei que não sou tão violenta quanto um dia quiseram que eu fosse.

Aqui no hospital, eu ganhei um quarto só meu, com caminha bem confortável e até uma área externa gramada. E o que é melhor de tudo, não chove e nem venta poeira na minha caminha. Eu posso dormir a noite inteira, sem sobressaltos.

A minha água está sempre fresquinha e a comida chega nas horas certas, o tanto que eu gosto.

Eu já cruzei por aqui com uns amigos caninos e não demonstrei agressividade, mas é bom ter cuidado, né?

É muito triste lembrar das coisas que nos ensinaram. Não é verdade que somos perigosos. Somos fortes sim, mas a criação é que define nossa personalidade. Claro que tem um pouco de DNA, de uma raça criada para luta, mas a raça não vence o afeto.

Sou muito inteligente. Eu sei me enfiar sozinha debaixo de cobertores, e sei também me enrolar neles pra passear.

As tias dizem que sou uma Pinscher disfarçada.

Adoro passear na guia e cheirar tudo. Gosto do cheio deixado por outros cães.

Também estou sendo acompanhada por adestradores, pessoas que estão me ensinando a viver com alegria e disposição para fazer amigos. Estou indo bem, pois sou uma aluna bem aplicada.

Também prefiro fazer meu xixi na grama. Por isso, se na minha futura casa tiver um jardim bem grande, será tudo de bom. Se for pequeno também será legal e, se não tiver jardim, tudo bem se minha família puder passear comigo.

Eu topo qualquer coisa e o que mais quero é ter uma família. Eu evoluí pra isso e qualquer um que diga o contrário estará mentindo.

Não quero ser exigente. Afinal, pra quem deixou o inferno, o que tenho hoje é um paraíso.

Mas como sonhar não custa, eu me dou sim o direito de ter sonhos. Quero uma vida boa, mas quero, mais que tudo, uma mãe ou um pai, que me façam esquecer de vez tudo o que vivi naquele lugar.

Para me adotar ou adotar um dos meus amigos, basta preencher o formulário do link abaixo.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScGRu9N2-Fbsy9favqV_V0b9P-btiIzv7Zy4AiaZ_VtfUtlaw/viewform?vc=0&c=0&w=1

Podem também ligar para o Ministério Público: Contato para adoção: (31) 3330.9911.

E-mail: cedef@mpmg.mp.br

Registra-se aqui um agradecimento especial às Clínicas e Hospitais Veterinários que abraçaram a causa e ajudaram na hospedagem e cuidado dos Pit Bulls resgatados.

Hospital Veterinário da UFMG, Hospital Veterinário da Faculdade Arnaldo, Clínica Veterinária Gutierrez, Hospital Veterinário da UniBH e Hospital Veterinário Santo Agostinho.

Número do anúncio: ago19-0067-mgCZ

Comentários / Mais informações sobre o anúncio devem ser obtidas com os anunciantes, no telefone ou e-mail indicados acima.