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Um barulho incomum, mistura de choro, miado, latido e rosnado, me tira da cama às 2 da manhã.

Do lado de fora da casa, este gatinho agarrado a um muro chapiscado, a pelo menos um metro e meio do chão.

Logo abaixo, um lobinho semi-domiciliado tentando lhe morder a canela.

O garoto do andar de cima era um filhote amarelinho, que não tinha mais de 45 dias de vida.

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Recolhemos a criança e demos a ele uma caminha quente e seca pra passar a noite. Como companhia, um frajolinha ainda menor que ele.

A amizade foi imediata, tanto com o Frajolinha quanto comigo.

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Às 3 da manhã, depois de tê-lo alimentado com patê pra cachorro (Aqui é um território de lobos e era a única coisa que tínhamos pra oferecer), estava eu brincando.

Lembrei que gatos têm hábitos noturnos. Como não tenho vocação pra vampiro, rompi a noite com a sensação de areia nos olhos.

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Pela manhã, a luz do dia melhoraria a qualidade das fotos. E era também o momento de apresentar nosso novo amiguinho para a nossa turma.

E ele deixou claro que não tem boas referências quando o assunto são os lobos. Não foi o incidente da madrugada, mas tudo indicava que sua opinião já estava formada havia semanas.

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Ele tinha algumas pulgas, para as quais medicamos durante a noite mesmo, e alguns pequenos dreds nas orelhas, indicando que ele estava em algum lugar bem empoeirado.

Desconfiamos de que ele nasceu em um bueiro aqui perto (Gatos têm se proliferado por aqui). Como estava sozinho, é possível que nenhum irmãozinho tenha sobrevivido.

Dudinha, nossa mascote e recepcionista, o recebeu bem, embora muito curiosa, o que deixava o pequenino Bob bem assustado. Ele estava bem, mas percebemos que ele precisava de um território mais adequado pra ele.

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Então, pedimos ajuda à tia Geralda, da Brigada Planetária, que assumiu o menino. No novo lar temporário, ele encontrou outros dois tigrinhos da mesma idade.

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Ficou feliz, brincando e pulando 22 horas por dia. Dormia umas duas horas pra repor as energias e começar de novo.

Foi disponibilizado para adoção, com todas as garantias e os cuidados da Brigada Planetária.

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E a adoção não demorou. Livia viu o anúncio e se encantou. Foram alguns dias até preparar o apartamento para receber o novo amigo. Telas nas janelas e proteções extras seriam necessárias. E ela se empenhou para deixar tudo de acordo.

E lá ficou o nosso pequenino Bob, aproveitando o colo que agora é só dele.

Bob adotado

Pra quem desejar adotar um tigrinho como o Bob, a Brigada Planetária tem sempre muitos gatinhos disponíveis. Tem até feira permanente de adoções, para Belo Horizonte e toda a região metropolitana.

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