Tweetar

Compartilhar



A espécie tem hábitos solitários, mas as duas foram resgatadas em condições extremas e acabaram sendo forçadas a dividir o mesmo recinto.

Deinha e Vandinha 1

Deinha acidentou-se em área urbana, quando já estava adulta e acostumada com a liberdade. Vandinha mal aprendeu a voar e já estava presa, resgatada após ter saído precocemente do ninho.

Deinha e Vandinha 2

Foram resgatadas em lugares diferentes, mas quis a vida que seus caminhos se cruzassem.

Venceram, cada uma à sua maneira, os desafios da vida. Depois da recuperação, a vida no cativeiro passou a ser pesada demais. Passaram a demonstrar impaciência e o desejo de liberdade.

Deinha e Vandinha 3

E atendendo ao chamado da vida, a vontade das pequenas corujinhas se fez. Elas já usavam as asas com desenvoltura dentro do viveiro. Esperáva-se que fossem capazes de ganhar o céu.

Deinha e Vandinha 4

Foram libertadas juntas. Talvez busquem o apoio uma da outra nos primeiros dias, mas o mais provavel é que venham a se separar.

Deinha e Vandinha 5

Sentirão fome nos primeiros dias, ou precisarão se contentar com uma dieta mais limitada. Insetos e pequenos anfíbios serão o cardápio mais fácil de se conseguir.

Mas é claro que, com o passar dos dias, o instinto tomará a dianteira e fará delas as aves de rapina magestosas que devem ser.

Deinha e Vandinha 6

Deinha e Vandinha são duas corujinhas conhecidas como corujas-buraqueiras (Athene cunicularia). Recebe o nome científico cunicularia (“pequeno mineiro”) devido ao hábito de viver em buracos e cavidades no solo.

Também conhecida pelos nomes de caburé-do-campo, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-do-buraco, guedé, urucuera, urucuréia e urucuriá.

Deinha e Vandinha 7

Alimenta-se de roedores, morcegos, répteis, anfíbios, insetos e pequenas aves. No Brasil, grande parte de sua dieta é constituída de invertebrados, como insetos e aranhas.

Segundo a literatura, um casal de corujas-buraqueiras consome, por ano, entre 12.300 e 26.200 insetos, e de 540 a 1.100 roedores. São consideradas verdadeiras controladoras de pragas urbanas.

Deinha e Vandinha 8

O território escolhido pra elas não poderia ser melhor. Elas terão o que precisam pra terminarem de se fortalecer em liberdade.

Deinha e Vandinha 9

Agora é com elas. Estão por sua conta e risco. Reintrodução tem dessas coisas. Uma vez em liberdade, os médicos que as salvaram nada mais poderão fazer.

Deinha e Vandinha 10

No local da soltura, elas encontrarão muitos outros de sua espécie. Talvez, dois rapazes bem apessoados e dispostos a povoar o território.

Deinha e Vandinha 11

Talvez voltemos a vê-las, talvez não. Que as duas meninas encontrem os caminhos certos, que se mantenham longe de áreas urbanas e que se lembrem de nunca se aproximarem dos homens.

Deinha e Vandinha 12

ATENÇÃO: Se você encontrar um animal silvestre em perigo, entregue-o ao Ibama, à polícia ambiental ou a uma clínica veterinária parceira dos órgãos ambientais.

Deinha e Vandinha são resgates do Centro de Conservação da Fauna, um grupo voltado para a proteção de animais silvestres, vinculado ao Hospital Veterinário Animal Center, do médico veterinário Leonardo Maciel.

O grupo precisa muito de apoio de padrinhos e madrinhas para continuar ajudando animais como Deinha e Vandinha. Para quem se dispuser a ajudar, seguem os dados bancários e endereço.

Clínica Veterinária e Pet Shop Animal Center Ltda – ME – CNPJ 08.664.905/0001-78. Banco Itaú (341). Agência 3179-5 / Conta Corrente: 27.221-0.

Avenida Portugal, nº 3871, Bairro Itapuã, em Belo Horizonte, Fone: (31) 3492.9321.

CCF e Animal Center

Quem quiser conhecer mais sobre o CCF (Centro de Conservação da Fauna), acesse o site abaixo e veja quantos bichinhos eles ajudam.

http://www.centrodeconservacaodafauna.com/

Deinha e Vandinha