Ainda é cedo pra escolher este título pra esta matéria, mas vale a força da palavra.

Uma cadela prenha foi gravemente atropelada e ficou jogada num canto por mais tempo do que poderia suportar. O sofrimento era tanto que, em meio a tanta indiferença, alguém decidiu que deveria aliviar o sofrimento dela e acionou o CCZ.

Isso foi em uma cidade do interior, onde o CCZ não tinha nenhuma estrutura e o caminho dela seria a eutanásia, única forma possível de aliviar sua dor naquele momento, mesmo que isso significasse a eutanásia conjunta de uma matilha inteira que crescia em seu ventre.

Foi ela recolhida e levada ao CCZ, onde ficou em um canto, aguardando os procedimentos que lhe tirariam a dor para sempre.

Enquanto a maca era preparada, ela entrou em trabalho de parto e os médicos acharam que ela estaria abortando, já que era improvável que depois de um atropelamento tão grave, ainda houvesse filhotes vivos em sua barriga.

Entretanto, não era aborto. Estava mesmo na hora e os filhotes estavam nascendo, vivos e com muita vontade de continuar aqui. Os médicos ficaram sem reação e a eutanásia foi suspensa, mesmo sabendo que ali eles não teriam nenhuma chance de sobrevida.

A mãe recebeu os pequenos, os limpou com todo o cuidado e ofereceu a eles o pouco de leite que tinha pra oferecer.

A dor era intensa, mas ela insistia em se anular pra tentar dar aos seus filhos o melhor que tivesse naquele momento. Se eles tivessem que partir, que levassem a lembrança, ainda que primitiva, de uma mãe dedicada e valente. Essas seriam pra eles as últimas referências, a comandar o retorno.

Metade da ninhada atendeu ao chamado do céu. Eles partiram logo após o parto. Estavam fraquinhos demais pra continuar. Entretanto, três deles receberam dos anjos uma importante missão: _Vocês devem continuar aqui, pois sua mãe precisa de motivos pra viver.

Aquele canto frio era tudo que os médicos poderiam oferecer naquele momento. Um paninho jogado no canto era o que havia disponível. Mas não dava pra se conformar com um destino tão triste.

Iniciaram, então, uma batalha pra buscar ajuda de alguma ONG ou protetor que se dispusesse a tentar salvar a mãe e os filhotes sobreviventes.

O socorro chegou e o resgate aconteceu. A família foi transferida para uma clínica veterinária em Belo Horizonte, onde foram recebidos com carinho e muita mobilização.

Era preciso tentar, a qualquer custo. A mãe ganhou o nome de Valentina, por razões óbvias. Ela tem demonstrado uma grande vontade de viver, principalmente na hora de alimentar. Parece saber que da boa alimentação dependem o seu restabelecimento e o seu leite, este essencial pra manter os filhotes vivos.

Infelizmente, a situação era grave demais. Ela estava desidratada, muito debilitada e com grave infecção que se espalhava e a indicação imediata seria a amputação da perna destruída. Entretanto, ela estava fraca demais e não suportaria uma cirurgia naquele momento.

A luta pelas vidas, tanto da mãe quanto dos filhotes, tem sido intensa. O perigo ainda não passou e não é possível saber se a mãe se despedirá dos pequenos, e nem se eles crescerão órfãos.

De qualquer forma, ela tem recebido todo o cuidado que precisa e o tempo vai contar o desfecho dessa história.

Neste momento, os protetores que a assumiram precisam de toda ajuda possível, a começar por um lar temporário, um cantinho seguro e confortável, para que a Valentina possa cuidar dos filhotes e receber os medicamentos, sem que precise ficar internada na clínica.

Se, além do cantinho, ela tiver também uma mãe, ainda que provisória, para ensiná-la sobre afeto, é certo que vai ajudar muito na vontade dela de viver.

Ajuda com ração, vacinas, medicamentos e outros itens também são bem vindos.

Contato: Nelma: (31) 9 9209.1342 / Eliana Malta: (31) 9 9956.6810.

E-mail: eliana.malta@terra.com.br

Número do anúncio: dez18-0033-mgCZ

Comentários / Mais informações sobre o anúncio devem ser obtidas com os anunciantes, no telefone ou e-mail indicados acima.