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Sexta-feira, dia 02/11/12, estivemos no “Campo de Concentração”, com o objetivo de tirar melhores fotos da Dara, uma das fêmeas que está para adoção.

Chegando lá, D. Luzia conta que achou uma filhotinha de raça, que estava vivendo no meio de um lixão, próximo ao local onde está trabalhando.

Disse que a cadelinha corria e pulava em seu colo, que esteve com ela nos braços mas, lembrando de tudo o que passou quando perdeu o controle e passou a acumular animais, preferiu fingir que não viu. Ainda assim, relatou que não estava conseguindo dormir pensando na cadelinha e nos pediu ajuda para resgatá-la.

Não podemos desestimular o nascimento de mais protetores. Se queremos ver o dia em que todos os humanos serão protetores de animais, não podemos desprezar nenhum. Ela só precisa de orientação e ajuda.

Então, dissemos a ela que, se quisesse resgatar, nós a ajudaríamos com os procedimentos e a adoção. Não precisamos falar duas vezes. No dia seguinte, ela saiu à caça da pequena e a resgatou.

Quando chegamos para conhecê-la, encontramos essa coisinha amarrada em um fio de luz, pulando como doida, querendo brincar.

Tirar fotos, pagar vacinas e exames seria muito pouco. Não tivemos coragem e a pegamos na mesma hora. De lá fomos direto para a clínica, onde ela passou por todos os procedimetnos. As fotos foram tiradas ainda na casa de D. Luzia.

A caminho da clínica, como eu estava com outra cadela no carro que acabara de resgatar e estava levando para a Cão Viver, ela foi sentada no banco do carona.

Foi mordendo os dedos de minha mão, brincando e pulando em mim, da casa de D. Luzia até a porta da clínica. Não dá pra acreditar que ela estava há 10 dias vivendo em um lixão. Nem parecia tão suja, apesar do cheiro terrível de lixo e esgoto.

Mesmo amarrada, ela só queria pular e brincar. Está com saúde e energia saltando pelas orelhas. Por isso, demos a ela o nome de Felícia.

Felicia 4

Era ainda filhote mas já havia trocado todos os dentes, o que nos levava a estimar sua idade em 7 meses. Era pequena, não cresceria mais e parecia ser uma mestiça de Cocker com Maltês. Com um histórico desse, claro que poderíamos esperar fila de pretendentes.

A fila veio e ela acabou sendo adotada pelo Gabriel e Rafaela. Embora ainda namorados, eles já têm uma herdeira. As notícias que recebemos do Gabriel foram as melhores possíveis. As fotos nos mostram também que acertamos na escolha dos adotantes.

Feliz ela já era. Em sua ingenuidade de filhote, não sabe os perigos pelos quais passou. Não sabe que foi abandonada e nem imagina as dores que as ruas impõem a um lobo. Não chegou a ficar triste.

Mas vê-la a vontade brincando no sofá, esparramada sobre a cama e passeando na varanda, é o maior presente que poderíamos receber. Na terceira foto abaixo, é possível ver o agito de sua cauda.

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A Felícia recebeu os primeiros cuidados na Veterinária Alípio de Melo. Agradecemos à Dra. Cíntia e sua equipe.

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