Um criatório bem precário foi descoberto. Dessa vez, esperam por adoção os filhotes das raças Fila Brasileiro, Americano e Labrador, com idades entre 2 e 3 meses, todos saudáveis, vermifugados e com vacinação iniciada.

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A história é um pouco diferente. De criatório não tem nada, mesmo porque eles se criavam sozinhos. Também nada têm de raça pura. Talvez tenham alguma linha nas raças citadas, mas se tiverem, foram misturadas o suficiente para que não possam ser definidas.

Eles nasceram ao relento e cresceram graças à dedicação das mães e à caridade de alguns trabalhadores locais que os alimentavam.

O único abrigo que tinham era o fundo falso de um container, local baixo e que esperava a próxima chuva mais forte pra ser alagado totalmente.

Apesar disso, eles tinham afeto dos trabalhadores locais, recebiam comida e um olhar atento para que não deixassem a “segurança” do container. Há poucos metros dali, uma movimentada avenida esperava pelos mais aventureiros.

Eles passavam os dias brincando, rolando na grama, se sujando na terra. Eram felizes, como porquinhos na lama, mas frágeis e vulneráveis como lobinhos abandonados.

O resgate finalmente chegou, de uma forma meio torta, mas talvez da forma exata que eles precisavam.

Da segurança dos containers e do grande play que eles tinham pra brincar, para uma, ou melhor duas, caixas de transporte, onde foram amontoados.

Feito bichinhos de monte eles chegaram ao lar temporário, onde ganharam segurança, abrigo, ração e água fresquinha à vontade, caminhas e paninhos macios.

Ganharam também vermífugo, muito vermífugo, e iniciaram a vacinação. Até jornal eles têm, pra aprenderem a fazer o xixi no lugar certo.

As brincadeiras continuaram também no lar temporário, incluindo as lutas que, nessa idade, reforçarão os laços e definirão as posições dentro da matilha.

Iniciamos também o treinamento. Eles partirão para a nova casa já adestrados e sabendo realizar vários truques, além de atender aos principais comandos.

A estratégia é atacar de montão e defender em bolo. Basta um chamado, um assobio, ou apenas um sinal de disponibilidade que eles logo se apresentam para as tarefas do dia.

Doar os 10 juntos seria tudo de bom, mas vamos nos conformar com doações individuais, desde que eles tenham segurança e companhia.

Estão na idade de brincar e tudo pra eles é brinquedo, de dedos a chinelos.

Brincam e brigam o tempo todo, entre eles, ou até sozinhos.

Com os paninhos da cama eles também se divertem. Puxam e esticam tudo que esteja ao alcance dos dentinhos, bem fininhos e pontudos.

Chinelos são os brinquedos favoritos, mas é importante alertar que um chinelo novo tem vida útil de menos de 30 minutos.

Então, precisarão de brinquedos e alternativas mais adequadas ao peso e idade.

Mostram-se também carentes e agradecidos.

O carinho dado a um é cobiçado e disputado por todos.

 Chegam a deitar sobre as mãos que os afagam, por mais desconfortáveis que possam estar.

Os colos são também disputados. Mesmo estando bem parrudinhos e sendo cães de raças grandes, eles ainda são filhotes e buscam o aconchego de um colo, de uma mão carinhosa e de companhia.

Às vezes aparentam estar tristes, mas a lembrança das mães que ficaram talvez seja o gatilho para os momentos introspectivos.

Não têm do que reclamar, pois estão recebendo tudo o que precisam neste momento. Os momentos de alegria e brincadeiras ficarão como tarefas para os futuros donos.

No lar temporário, não têm atenção o tempo todo. A carência é tanta que eles chegam a implorar por carinho. Por isso a adoção é tão urgente.

Precisarão de atenção e disposição dos novos donos. Brinquedos serão ótimos passatempos, mas que sejam brinquedos mais adequados do que os que pudemos oferecer nesse primeiro momento.

Carinhos são indispensáveis. E quem tiver a capacidade de entender o que as fotos abaixo mostram, ganhará um amigo por muito mais tempo do que poderia durar uma vida pra eles.

Os vínculos de amizade eterna estão em aberto, prontos pra serem formados.

São 7 meninos e 3 meninas. De todos eles, a única pretinha da turma é exatamente aquela que mais carinha de vira-lata tem. Ali não dá pra supor nenhuma raça específica.

É a mais básica das pretinhas vira-latas, mas uma das mais carinhosas de toda a matilha.

Tem lobinhos pra todos os gostos. Os mais parrudinhos realmente parem filhotes de Fila. São os maiores e mais fortes da turma e ficarão bem grandes.

Outros de orelhinhas pendentes e olhares ternos e carinhosos lembram muito os Labradores, muito embora o fuço preto não negue a raça dos mais puros e verdadeiros vira-latas.

Por fim, uma boa turminha de focinho bem afinado. Estes parecem mesmo cães Americanos. Pelo menos três mães se uniram e fizeram o ninho no mesmo lugar.

Só Deus sabe quantos pais cederam seus genes para essa geração de lobinhos. O local é aberto e “abriga” uma colônia inteira de abandonados.

Havia uma matilha inteira já formada ali e essa união das mães foi a forma que encontraram de dividir as tarefas e garantir maior proteção aos filhotes. É um comportamento típico e instintivo.

E de fato cuidaram, até onde lhes foi possível.

Os filhotes estão agora para adoção, saudáveis e cheios de vida e de disposição.

Precisam seguir um novo caminho. Devem ficar de porte médio a grande. São legítimos vira-latinhas, espertos, saudáveis e cheios de disposição.

Contato: Nelma: (31) 9 9209.1342 / Eliana: (31) 9 9956.6810.

E-mail: eliana.malta@terra.com.br / nmarezende@gmail.com

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