Meu nome é Lola e minha história é a seguinte. Eu cresci em uma família. Aprendi sobre afeto, carinho e sei ronronar pra demonstrar afeição.

Um dia, minha família decidiu que não me queria mais em casa e resolveu me abandonar bem longe de casa.

Consegui me virar por um tempo, mas o cio chegou e a natureza falou mais alto.

Em alguns dias, percebi que não estaria mais sozinha por muito tempo. Claro que isso era bom, mas àquela altura, eu não conseguia cuidar nem de mim mesma. Como poderia proteger e cuidar dos meus filhos?

Aí eu tive uma ideia. Quem tem amigos nessa vida tem tudo. Então, decidi fazer amigos.

Fui me aproximando como quem não quer nada e ganhando espaço. Encontrei um território legal, mas ali já tinha outro gato e uma matilha inteira de lobos. Não era o território ideal pra mim, mas foi o que deu pra conseguir.

Os dias se passaram, o povo me alimentava, me data carinho, mas nada de me colocar pra dentro. Qual é? Cadê o desconfiômetro?

Papo reto. Gravidez felina não dura pra sempre. Um dia os fetos crescem e viram filhotes. Daí, é hora de parir. É assim que sempre foi e assim será.

Minha hora chegou e eu ainda não tinha uma cama. Como é possível uma coisa dessas? O povo aqui é muito sem noção!

Então, decidi invadir e ocupar um pedaço daquele território, mesmo com o protesto dos lobos. Dou trela pra eles não.

Tinha uma sala vazia, com um sofá macio e, bem ali, debaixo do sofá, tinha um buraco no forro. Pensei: Aqui tá legal.

Então é isso. Os filhotes nasceram amparados e protegidos, num ninho bem quentinho e seco.

Perguntei: Como é o esquema do rango aqui? Tem hora certa de servir?

Daí, o povo veio com uma comidinha bem mais ou menos, e também uma vasilha de água. Colocaram também pra mim uma caixinha com areia, onde eu podia me aliviar sem precisar ir pra rua.

Foi legal, pois assim eu podia ficar mais perto das crianças. Menino dá trabalho demais, mas os meus são anjos.

A galera aqui soube respeitar meu espaço e ninguém se atreveu a investigar e levantar o sofá pra conhecer os filhotes.

Por umas duas semanas, eles permaneceram ocultados. Ninguém sabia quantos eram, e nem como eram.

Fui ganhando espaço e conquistando todo mundo. Comecei a curtir essa coisa de fazer mistério. A galeria aqui vai pirar quanto conhecer os meninos. Modéstia à parte, meus filhos são lindos.

Finalmente, chegou o dia deles deixarem a toca. E, não mais que derrepente, ali estava eu, orgulhosa de minha prole, exibindo meus filhos aos meus novos amigos.

Eles são a minha cara. Parece até que os fiz sozinha. Um se parece com a minha orelha esquerda, o outro com a minha orelha direita, um é a cópia do meu queixo e o outro parece ter sido feito da pele da minha cauda.

São eles: Biju, Tom Black, Banguela e Bolt.

A situação agora é a seguinte: Eu preciso de bons lares pra todos eles, e pra mim também. Acho que não poderei ficar por aqui. Tem lobo demais e eu prefiro uma vida mais tranquila.

Contato: Jade: (31) 9 9288.2134.

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