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Nada podia ser mais angustiante que a cena daquela mãezinha despejando seus filhos no canteiro central de uma avenida. Não havia um papelão velho, nem sequer a tentativa de preparar um ninho na terra batida.

O recado era claro:

_Já que meus filhos não vão sobreviver, que a morte deles não seja em vão. Que eu possa chocar quem por aqui passar.

Infelizmente, ela não chocou ninguém. Embora o local escolhido fosse movimentado e de grande tráfego de pessoas, ninguém sequer notou (ou não quis notar) aquela vira-lata preta parindo no meio da rua.

E com tantas referências ruins, não era mesmo de se esperar que ela se mostrasse amistosa com estranhos.

Apesar de toda a hostilidade, o resgate aconteceu, e sem nenhuma resistência por parte da Glorinha, que parecia separar o joio do trigo.

Rendeu-se, de imediato, aos afagos das mãos que a salvaram. Também já faz festa, pula e abana o rabinho aos seus novos amigos.

Claro que ela ganhou caminha bem macia, cobertores sem cheiro, água fresquinha e vasilhas de ração gostosa, sempre cheia.

Glorinha mostrou-se a mãe mais protetora que já existiu. Pra quem não acreditava que os pequenos conheceriam o mundo, ela se agarrou, literalmente com unhas e dentes, à possibilidade de ver os filhos crescerem.

Não veria, porque eles precisaram começar suas próprias histórias. Claro que havia o sonho de uma adoção conjunta, mas ela não aconteceu.

Se a mãe ganhasse uma chance junto com um de seus filhos seria perfeito, mas não deu. O fato é que os filhotes cresceram, mamaram o quanto conseguiram e, quando completaram 50 dias de vida, já desmamados e prontos para adoção, partiram para seus destinos.

Eram cinco lobinhos, cara de um e focinho do outro. Tinha apenas um machinho um pouco mais claro, mas que não escapou do preto.

Dentre as meninas, quatro mocinhas com detalhes brancos, peludinhas e de orelhinhas pendentes, diferente da mãe.

A Glorinha, hoje já castrada e com todas as vacinas em dua, espera sua segunda chance. Depois da partida dos filhotes, ela ficou triste alguns dias, mas revelou-se uma cadelinha alegre e muito carinhosa.

É perfeita para companhia e pode viver muito bem até em apartamento.

Contato: Anna Paola: (31) 9 9939.1809.

E-mail: apaolamoura@hotmail.com

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