O limiar entre um cachorreiro ou gateiro e um acumulador é uma linha tênue. Todos nós que amamos animais e que os recebemos sabemos dos riscos que corremos e temos exemplos aos milhares.

Mas, quando essa paixão por animais chega em pessoas sem instrução, sem oportunidades, que lutam pelo próprio sustento e são invisíveis à sociedade, o resultado é sempre desastroso, terminando em uma história de muito sofrimento, para as pessoas e para os animais.

O Sr. Ju… (João) vive sozinho, em um terreno invadido, onde ele amontoou uma grande quantidade de lixo. É um caso clássico de acumulação, somado a outros transtornos, além de estar totalmente abandonado pela sociedade e pelos governos. Não confia nas pessoas e se mantém isolado, chegando mesmo a ser inacessível.

Apesar disso, a julgar pela quantidade de lobos que vivem ao seu redor, ele é capaz de amar. Como o Sr. João não tem o básico nem pra si mesmo, os cães também sentem a mesma fome que ele. Não têm vacinas, nunca viram um vermífugo e, claro, não são castrados.

E o resultado é que eles estão se multiplicando, não porque seu João acredite que o mundo será melhor com mais cachorros, mas por absoluta limitação, por não ter a quem recorrer, por não ser capaz de confiar nas pessoas e não conhecer os caminhos. Falta-lhe forças para qualquer reação.

A verdade é que ele não está totalmente sozinho. Há algum tempo que uma protetora vem se desdobrando, oferecendo ajuda com ração e comida humana, resgatando vez ou outra um ou outro filhote mais fraquinho, e que, depois de muita insistência, seu João aceita entregar. Aos poucos (muito aos poucos), ela vem vencendo a resistência.

Há alguns dias, uma mudança começou a acontecer. De tanto ouvir histórias, ele acabou se convencendo e permitiu a castração de uma das fêmeas, mãe de uma turminha bem grande que ainda vive por lá. Finalmente, entendeu que o momento é de apagar incêndio e que nós, humanos, precisamos evoluir muito para que nenhum animal sofra durante a vida.

Também permitiu o resgate e a doação dos filhotes menores.

Dara e Kenay foram os primeiros sorteados e já estão prontos para adoção.

Seus irmãozinhos, ainda sem nomes, foram resgatados depois dessa última transformação e ainda estão recebendo os primeiros cuidados.

 Todos precisam de adoção urgente. Infelizmente, a mãe terá que retornar ao local, pois seu retorno é o que vai ajudar seus protetores a ganharem a confiança do Sr. João e conseguirem castrar os demais adultos.

Quem sabe, em um futuro próximo, outras mudanças acontecem e a Pretinha ganha uma verdadeira segunda chance?

Por enquanto, só os filhotes poderão seguir outros caminhos.

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