Estes filhotes foram abandonados dentro de uma caixa de papelão, no meio de uma estrada de terra, longe de tudo e de todos.

Pra completar a tragédia, uma tempestade de verão os pegou e encharcou a caixa e o pano que ali estava apenas para dar conforto à consciência de quem os abandonou. Não havia a menor hipótese de sobreviverem, e nem sequer de serem vistos.

Ao contrário, o local onde a caixa estava posicionada, tinha tudo pra serem atropelados, pois estavam no centro da pista, no meio de uma curva.

Ao passarmos pela caixa, algo nos intuiu a parar o carro e voltar para ver o que havia ali.

E encontramos três minúsculos gatinhos, com aproximadamente 25 dias de vida, desesperados tentando sair, molhados e chorando muito.

Eles não tinham idade sequer para comerem sozinhos. É certo que foram arrancados das tetas da mãe.

Tem uma mocinha tricolor e dois meninos amarelinhos, um de perninhas tigradas e outro de perninhas brancas.

A mocinha tricolor ganhou o nome de Amora.

Ela é bem espertinha e espevitada. Quando pega no colo, ronrona sem parar. Parece um motorzinho.

Os dois amarelinhos foram chamados de Laranjinha e Acerola. O Laranjinha é o de perninhas brancas e o Acerola, de perninhas tigradas.

Eles são quase idênticos, não fosse por este pequeno detalhe. Demoramos a notar alguma diferença que os distinguisse.

Eles são muito novinhos e ainda não sabiam comer sozinhos. Não teriam chances de sobreviver, pois dependiam ainda do leite da mãe.

Então, encontramos pra eles mães substitutas (humanas), que se dispuseram a amamenta-los, na seringa, até que estejam comendo sozinhos. Eles estão na Veterinária Alípio de Melo, aos cuidados da Dra. Cíntia e da Aline.

Agora terão uma chance, embora dependam ainda de encontrarmos pais e mães definitivos.

Estão saudáveis, são bem pequeninos e serão entregues vermifugados e com a vacinação iniciada.

Uma adoção tripla seria tudo de bom pra estes três irmãozinhos, que sobreviveram à covardia e à insanidade.

Que a Lei do Retorno tenha a força de ensinar e moldar almas humanas. Os novos tempos se aproximam e não temos mais lugar pra histórias assim.

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