Estes filhotes foram abandonados dentro de uma caixa de papelão, no meio de uma estrada de terra, longe de tudo e de todos.

Pra completar a tragédia, uma tempestade de verão os pegou e encharcou a caixa e o pano que ali estava apenas para dar conforto à consciência de quem os abandonou. Não havia a menor hipótese de sobreviverem, e nem sequer de serem vistos.

Ao contrário, no local onde a caixa estava posicionada, tinha tudo pra serem atropelados, pois estavam no centro da pista, no meio de uma curva.

Ao passarmos pela caixa, algo nos intuiu a parar o carro e voltar para ver o que havia ali.

E encontramos três minúsculos gatinhos, com idade entre 20 e 25 dias de vida, desesperados tentando sair, molhados e chorando muito.

Eles não tinham idade sequer para comerem sozinhos. É certo que foram arrancados das tetas da mãe.

Tem uma mocinha tricolor e dois meninos amarelinhos, um de perninhas tigradas e outro de perninhas brancas.

A mocinha tricolor ganhou o nome de Amora.

Ela é bem espertinha e espevitada. Quando pega no colo, ronrona sem parar. Parece um motorzinho.

Os dois amarelinhos foram chamados de Laranjinha e Acerola. O Laranjinha é o de perninhas brancas e o Acerola, de perninhas tigradas.

Eles são quase idênticos, não fosse por este pequeno detalhe. Demoramos a notar alguma diferença que os distinguisse.

Eles eram muito novinhos e ainda não sabiam comer sozinhos. Não teriam chances de sobreviver, pois dependiam ainda do leite da mãe.

Então, encontramos pra eles mães substitutas (humanas), que se dispuseram a amamenta-los, na seringa, até que estivessem comendo sozinhos. Eles passaram quase 20 dias na Veterinária Alípio de Melo, aos cuidados da Dra. Cíntia e da Aline.

Agora teriam uma chance, embora dependessem ainda de pais e mães definitivos. Quando atingiram 40 dias de vida, estavam, finalmente, comendo sozinhos e puderam deixar a clínica.

Estão saudáveis, são bem pequeninos e serão entregues vermifugados e com a vacinação iniciada.

Mas a história deles contou ainda com alguns capítulos bem inusitados. Quando ainda estavam na Clínica, eles conheceram uma mãezinha que por lá chegou, amamentando outros três filhotes, pouco maiores que eles.

Como os pequeninos órfãos estavam ainda dependentes de leite, a Pretinha, mãezinha que foi resgatada no entorno do Hospital da Baleia, e que ali estava apenas para dar uma chance aos seus filhos, decidiu dar uma chance também aos pequenos famintos.

Eles foram muito bem recebidos por toda a família e passaram a dividir com os irmãos adotivos mais velhos, o leitinho da Pretinha.

Por alguns dias, tudo caminhou muito bem, mas logo eles pararam de mamar e acharam que aquele cercado não era o horizonte que esperavam encontrar na vida e começaram a se revoltar contra a hospedagem.

O Laranjinha (de perninha branca) era o menorzinho da turma e saía pela grade, como se não houvesse obstáculos. Os outros dois irmãos ficavam empolgados com a liberdade do menor e ficavam inconsoláveis por não conseguirem sair.

E não precisou de muito tempo pra descobrirem uma forma de deixar o cercado:

Agora, haviam três cisquinhos que não paravam quietos, que não tinham como ser contidos e que ficavam correndo pela clínica, em tempo de serem pisados pelas pessoas ou atacados pelos cães que ali chegavam para atendimento.

Foram então expulsos da escolinha e agora, já desmamados, comendo ração e usando a caixinha de areia, prontos para uma nova história.

Os irmãozinhos de leite também esperam por adoção, lá na Veterinária Alípio de Melo. (3474.5044)

Uma adoção tripla seria tudo de bom pra estes três irmãozinhos, que sobreviveram à covardia e à insanidade. Eles estão hoje vivendo em um banheiro, por absoluta falta de melhores acomodações. Afinal, aqui é um território de lobos.

Que a Lei do Retorno tenha a força de ensinar e moldar almas humanas. Os novos tempos se aproximam e não temos mais lugar pra histórias assim.

Amora, Laranjinha e Acerola passaram um tempo confinados, sem muita assistência e sem contato com outros animais.

Apesar disso, eles se mostraram os mais sociáveis e carinhosos gatinhos do mundo. Bastava segurá-los no colo que começavam a ronronar.

E foi aí que mais uma reviravolta aconteceu na história deles. Uma gatinha tricolor chamada Marcelina estava também lutando pra salvar seus filhos, 4 tigrinhos da mesma idade e tamanho dos tripinhas.

Ela estava tentando se virar pra cuidar de seus filhos, mas alguém encontrou o ninho esxcondido e decidiu pegar os filhotes e abandonar dentro de uma caçamba de entulho.

Alguém os viu, mas estavam novinhos demais e ainda dependentes de leite. Então, intuitivamente, seu salvador decidiu deixá-los na mesma caçamba de lixo por mais algum tempo, monitorando-os, pra ver se a mãe os encontraria.

E foi exatamente o que ocorreu, permitindo assim o resgate da família inteira.

Eram 4 filhotes, sendo um laranjinha, uma mocinha tricolor, um frajolinha e um pretinho de pelo longo.

Quando os três tripinhas chegaram, foi possível notas que tinham a mesma idade, mas a diferença era grande. Os filhotes da Marcelina ainda mamavam e estavam gordinhos e saudáveis.

Para as nossas tripinhas, a falta da mãe já tinha provocado alguns estragos. Além de muito magrinhos (apesar dos sachês e da ração), eles estavam também sujos, pois se lambusavam no sachê e não tinham ninguém pra lambê-los.

Chegaram desconfiados e começaram a se misturar entre os filhotes da Marcelina.

A mãe, por sua vez, aproximou-se dos novos filhotes, os cheirou, percebeu que eles estavam há tempo demais sem cuidados de mãe e começou a limpá-los.

Os seus próprios filhotes observavam tudo curiosos, mas sem demostrarem ciúmes.

Em pouco tempo já estavam todos interagindo e formando um só bando.

As brincadeiras foram animadas e até o Pretinho, o mais assustado e arredio da turma, se rendeu à alegria contagiante dos novos irmãozinhos.

A caixa que serviu de transporte para os tripinhas serviu de Play pra todos eles, e nos deu uma prova da origem daquele ditado: “A curiosidade matou o gato”.

O final feliz que queremos ainda está por vir, com adoções muito especiais pra cada um deles. Se pudessem seguir em duplinhas seria tudo de bom, mas podem também seguir caminhos separados.

Contato para adoção: (31) 7512.7179 Tim / 7178.8784 Vivo.

E-mail: lucinediafigueiredo@gmail.com

Entre as tias, tem a tigrada Safira, que foi resgatada em péssimas condições, de uma acumuladora.

Ela é uma mocinha jovem, muito jovem. Está castrada, vacinada, vermifugada e com teste negativo para Fiv e Felv.

As gêmeas Celeste (branquinha) e Amora (tricolor) são duas adolescentes, também resgatadas em condições precárias, mas hoje totalmente recuperadas, vacinadas, vermifugadas, castradas e com teste negativo para Fiv e Felv.

De gêmeas elas não têm muito, mas em temperamento, parece que nasceram uma para a outra. Não se desgrudam e dormem assim, como mostrado na foro, uma sobre a outra.

Por fim, Pérola, é uma pretinha que foi encontrada agarrada (presa) nas telas de um canil, onde lobos ferozes tentavam pegá-la.

Foi salva por milagre. Estava tão assustada que parecia ser uma gata feral, mas assim que se viu longe dos cães e em segurança, se rendeu, foi pro colo e não parou mais de ronronar.

Isso aconteceu há uns 3 meses e ela está ronronando até hoje.

Todos estes estarão na feira permanente de adoções do SPA Animal.

E tem mais gatinhos, que também participam da feira, à distância:

Número do anúncio: out18-001-mgCZ

Comentários / Mais informações sobre o anúncio devem ser obtidas com os anunciantes, no telefone ou e-mail indicados acima.