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Lucinha foi o nome que escolhemos pra ela no dia que a conhecemos. Naquele dia, ela ainda mamava.

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Flagramos a moça pendurada nas tetas da mãe. Ela pesava apenas alguns gramas. Era uma minúscula lobinha que cabia na palma de uma mão humana.

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O tempo passou, ninguém a adotou e ela foi desmamada. Deixou a enfermaria e vou colocada em uma jaulinha, à espera de uma adoção que, tudo indica, não vai chegar.

O empenho dos voluntários e responsáveis tem sido grande, mas falta o principal: adoção. Não adianta vacinar e dar assistência veterinária, se ela tiver que crescer ali e se tornar uma SRD média, preta e de pelo curto.

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Há alguns dias, um grupo de voluntários decidiu melhorar as chances dela. Uma seção de fotos poderia ajudar.

E assim foi feito, com direito a laços e fitas, brinquedos e até um pano de fundo. Não foi surpresa o que aconteceu. Afinal, ela ainda é uma filhotinha disposta a brincadeiras.

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Aceitou o bichinho de pelúcia, mordiscava, pulava e até latia.

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Mas a alegria dela tinha hora pra terminar. É que outros lobinhos esperavam a vez de também serem fotografados.

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Depois das fotos, era hora de largar o bichinho e voltar para o canil. A infância, pra ela, acabou mais cedo.

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Infelizmente, sua história não foi muito longe. Ela até chegou a ser adotada, mas adoeceu e foi devolvida. Talvez, se tivesse sido levada a uma clínica, teria sido salva.

Mas sua adotante não se dispôs a tanto. De volta ao abrigo, não teria nenhuma chance. Ela morreu nos fundos do canil, triste e sozinha.

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