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Uma boa pessoa que trabalha em um Centro de Pesquisa dentro do Campus da UFMG está vivenciando histórias repetidas de gatinhos em apuros, e agora ela precisa de ajuda de famílias dispostas a acolher essas vítimas de descaso e abandono.

Há algum tempo, pediram a ajuda dela para resgatar uma gatinha que estava dentro do vão de dois prédios da UFMG.

Disseram que ela tinha dado cria neste lugar. E como todos sabem, muita gente não gosta de gatos. Muito arisca, a gatinha, tentando proteger seus filhotes e com medo do pior, não permitia a aproximação de ninguém.

Ela entrava e saía do prédio, mas, começaram a dizer que ela fazia cocô nos banheiros e sujava tudo onde passava. Muito difícil acreditar, mas quem não gosta, fantasia e arranja desculpas para tudo.

Um dia, aconteceu de “um bicho” cair dentro do laboratório e, ao tentar sair, fez uma grande bagunça. E lógico que culparam a gata.

A chefe do laboratório lacrou as passagens e proibiu os bolsistas de dar comida ou água. A intenção era que ela morresse de fome e sede.

Ficou presa duas semanas, até que uma bolsista novamente pediu socorro para a gata, que já não tinha mais forças pra resistir, tamanha a desnutrição e fraqueza.

Com algum esforço, foi um sucesso o resgate e ela foi levada para fora do prédio. Ficou no prédio do “Transporte”, junto com os motoristas que gostam de animais e não judiam deles. Os filhotes sumiram ou morreram. Nem todos tiveram a mesma sorte desta mãezinha.

Todo dia ela recebia água e comida para que não voltasse ao antigo prédio, mesmo seus passeios pelo Campus eram constantes.

Acabou prenhe e sumiu novamente, decidindo criar seus novos filhotes no teto do restaurante. Outro problemão.

Por sorte, ou por azar, deu um temporal no fim do ano e eles saíram e estavam na porta do restaurante muito encharcados. Eram duas fêmeas, uma cópia da mãe.

A Mãezinha recebeu o nome de Paixão, por que ela tem dois corações desenhados no corpo. Um de cada lado.

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E finalmente, está a Paixão à espera de adoção. Tem aproximadamente dois anos, está castrada e é muito tranquila.

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As duas filhotinhas foram também resgatados e ganharam lar temporário. Estão sendo chamados de Cléo e Penélope, estão hoje com 7 meses e ainda esperam por adoção.

Mas a história não acaba aí. Uma semana depois do resgate das meninas, abandonaram dois irmãos rajadinhos perto da sala da tutora.

Eram gatinhos de casa, super dóceis e carinhosos. Começaram a entrar no prédio e o chefe não gostou da ideia. Disse que tinha que dar um jeito neles.

Então, eles foram colocados na caixinha e levados para casa. Tinham mais ou menos a mesma idade das outras gatinhas. Quando chegaram em casa, na mesma hora Paixão os acolheu.

Um macho e uma fêmea. Estes são Boneca e Rajá.

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Pra melhorar, na semana seguinte, a guarda da portaria disse que acharam um rajadinho dentro do motor do carro do segurança.

Uma fêmea, arisca e com medo de tudo.

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Esta é Sherazade. Agora, muito amigável.

Só agora prontas para adoção. Todos eles passaram por uma grande faxina e hoje estão em ótimo estado. Estão todos castrados e bem. Brincam o dia inteiro. Adoram bolinha e cordinhas amarradas no bastão.

Depois de tantas idas e vindas, eis um bando inteiro de tigrinhos à espera de adoção.

Contato: Cláudia:(31) 9 8889.1028 / Fixo: (31) 3069.3175.

E-mail: cmaferreira@gmail.com

Número do anúncio: mai17-029-mgLN

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