Eu sou a Docinho. Ganhei esse nome por uma moça boazinha que me viu abandonada. Sorriu para mim e já fui virando meu barrigão, sorrindo para ela.

Pensei: “Vai que ela me leva!” Ela colocou esse nome porque disse que sou um verdadeiro doce, daqueles viciantes.

Disse que sou um verdadeiro anjo, apaixonante. Eu fiquei toda feliz e esperançosa… Será que mais alguém vai me achar isso tudo?

Eu tenho só 1 ano e meio, mas já sou muito vivida. Eu tinha uma família, mas não sei o que fiz de errado, pois me jogaram fora como um lixo.

Toda vez que eu tentava voltar para casa, jogavam baldes de água gelada em mim. Então eu fico na porta, pois os vizinhos até simpatizam comigo, me dão restos de comida, às vezes ração e assim eu vou sobrevivendo. Não sei por que fui nascer.

Eu não sei o que tenho de errado, vejo outros como eu, de raça e um pouquinho menores, andando com seus donos, sendo amados e me pergunto o que eu tenho de errado.

O que fiz para merecer tanta dor? A moça boazinha me deu banho, remédio para pulga e carrapato, me castrou, cuidou da minha orelha que estava com uns bichinhos que o povo chama de berne, me vacinou, me vermifugou e me levou em um doutor que me avaliou.

Ela disse que vai tentar encontrar uma família para mim, pois disse que sou boazinha e novinha demais para não ter uma chance de ser feliz e amada.

Senti uma pontinha de esperança. Eu ando de coleira como uma dama, sei a hora de subir no carro para passear e adoro.

Não sou fujona. Amo crianças e viro meu barrigão para cima para qualquer um que queira fazer um carinho.

Não tenho problema com gatos, nem com outros cachorros. Eu só quero brincar e ter um lar para chamar de meu.

Eu sou de porte médio, mas caibo nos mesmos lugares que os cachorros de porte pequeno. Peso só 12 quilos. Podem até me colocar no colo que eu fecho os olhos e curto o momento.

Sou fiel, daquela que quer viver para o dono 24 horas por dia, sendo a melhor companhia do mundo.

Eu só preciso que me enxerguem, pois só assim terei uma oportunidade de viver. Infelizmente, voltarei para as ruas se não encontrar uma adoção.

Continuarei a morrer aos poucos e quem sabe meu tormento se acabe e eu até agradeça. Será que você que leu isso pode me amar?

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