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Era uma vez uma loba muito especial, das mais dóceis, carentes e humildes de que já se teve notícia. Seu nome, pelo menos a partir de onde interessa, é Gabi.

Foi atropelada e fraturou gravemente a perna. Foi socorrida e levada para o CCZ de uma cidade no interior de Minas, onde, sem nenhuma estrutura, a manteria em um canil qualquer, até sucumbir de dor ou de infecção.

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Mas havia uma situação ainda mais grave. Em seu ventre, uma matilha inteira crescia. Eles não teriam nenhuma chance.

Se a mãe sobrevivesse até o momento do parto, morreria junto com seus filhos, pois não teria forças pra parir, e menos ainda pra cuidar dos pequenos.

Foi socorrida e trazida para Belo Horizonte, sendo internada em uma clínica veterinária. Os ferimentos eram graves demais e uma escolha precisava ser feita.

Gabi precisava urgentemente de cirurgia. Seus filhos poderiam não vingar em razão dos efeitos da anestesia e das dificuldades do pós operatório.

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A outra opção, que não foi sequer cogitada, seria mantê-la viva, sem operar, até que os pequenos pudessem ser retirados, mas isso imporia à mãe um sofrimento indescritível.

Não foi uma decisão difícil. A Gabi teria a sua segunda chance e, se a vida permitisse, seus filhos também. A primeira opção foi salvar a mãe. Suas tetinhas flácidas indicavam que ela já fora mãe por muitas vezes.

Ela estava nas mãos de protetores. Nos dois planos havia médicos se empenhando para salvá-la. E o resultado não poderia ser outro: a cirurgia foi um sucesso e a vida dos lobinhos foi preservada.

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Depois de recuperada, era hora de esperar pela chegada dos pequeninos, que nem tão pequeninos eram.

Bolinha foi a primeira a nascer. É uma mocinha bonitinha, esperta, comilona, barrigudinha e muito, muito agitada.

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Manchinha é uma menina de boca preta, com manchinha mais clara na ponta do focinho. O desmame já aconteceu faz tempo mas ela conserva ainda a ponta esbranquiçada do focinho, como se tivesse se sujado em um prato de leite.

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E ainda espicha o focinho em direção à câmera. Dá até pra contar os bigodinhos.

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Corre e pula feito uma cabritinha, mas quando pega no colo, fica imóvel, fingindo de morta.

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Arturzinho é o único menino da turma, e não estava nada feliz com a seção de fotos.

_Se anima moleque. Ninguém vai perceber que é lacinho. Qualquer coisa a gente diz que é gravata borboleta.

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Ele é um cãozinho esperto e muito ativo. No colo, se portou muito bem, mas era só colocá-lo no chão que avançava em qualquer sapato ou chinelo que encontrasse, mesmo que não estivesse vazio.

Os dentinhos finos estão no ponto de fazer estrago.

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E nem precisamos dizer, mas o Arturzinho é o dono de um dos olhares mais expressivos que já registramos.

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Por fim, Leninha é a coisinha mais encolhida e tímida do mundo. Muito parecida com a Bolinha, mas é a menorzinha da turma.

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Está cheia de vida e pronta pra soltar a lobinha agitada que lhe habita.

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Gabi, já sem amamentar os pequenos, mostra-se mais aliviada. Esperava poder entregar os filhotes em boas mãos, pra depois seguir seu próprio caminho. Já estava vacinada, vermidugada, castrada, com todos os exames em dia e em ótima forma.

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Mas quis a vida preparar pra ela mais uma surpresa, que chegou na forma de uma lobinha preta.

A Chispita é do mesmo tamanho dos filhotes, porém, pelo menos uns 30 ou 40 dias mais velha. É uma legítima SRD pretinha e de pelo curto. Deve ficar de porte pequeno, diferente dos irmãozinhos adotivos, que devem ficar de porte médio, como a mãe.

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Quando chegou, já não mamava mais e não precisaria do leite da Gabi. Afinal, ela já tinha desmamado os seus próprios filhos e já não tinha mais leite.

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Mesmo assim, foi muito bem aceita por toda a família. Também está para adoção e será entregue com todas as garantias de uma das melhores clínicas veterinárias de Belo Horizonte.

A vida foi generosa com quase todos os pequenos e não tiveram que esperar muito. Eles partiram, cada um para o seu destino.

A exceção foi para três lobos. Arturzinho, Leninha e a mãe, Gabi, continuam à espera de uma adoção especial. Quem sabe uma adoção conjunta?

A mãe é uma cadelinha que sofreu muito e ainda traz as marcas das crueldades vividas. É medrosa, mas muito carente. Aceita afagos e demonstra gostar de carinho.

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Depois de separados da mãe, Leninha e Arturzinho ainda viveram por muito tempo em um hotelzinho. Mas a adoção não tardou.

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Depois que eles partiram, a Manchinha foi devolvida, já com seus 4 meses de vida. Mas pra ela, a nova adoção também veio com toda a força.

Manchinha adotada

Resta agora apenas a mãe Gabi encontrar donos especiais. Ela ainda sente a falta dos filhotes, mas sabe que estão amparados e felizes.

Contato para adoção: WhatsApp: (31) 8725.1534.

E-mail: adotarumpeludo@gmail.com

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