Jade e Negão ficaram sozinhos depois que seus tutores, moradores de rua, foram levados por assistentes sociais, para que tivessem uma vida mais digna, em um abrigo municipal.

Infelizmente, a dignidade que o poder público esperava oferecer àquele casal em situação de vulnerabilidade social não chegou até os animais. Esqueceram que oferecer dignidade é também ensinar sobre afeto e proteção aos animais. Aquelas pessoas precisavam e mereciam muito aquele resgate, mas o preço foi alto, pois eles tinham os animais como filhos. Ali havia uma família, mas a tragédia era tanta que não foi notada.

Há uma versão diferente para essa história, de que foi dada àquelas pessoas a opção de levar os animais, mas que eles se recusaram. Eles os tinham como filhos, mas não hesitaram em abandoná-los.

Seja como for, a Jade e o Negão, juntamente com outros companheiros peludos, cães e gatos, ficaram sem referência, pois a “casa” e todos os pertences que ali estavam, foram recolhidos pelo caminhão do lixo.

Passaram a viver sozinhos, em situação de abandono, até que foram resgatados.

Esta é a história da família: http://oloboalfa.com.br/nov18-0128-sobre-homens-lobos-e-tigres/?regiao=mg

A tragédia foi grande. Os gatos partiram sozinhos para buscarem outros caminhos. Nunca mais foram vistos.

Dos 5 cães, um foi adotado, outro adoeceu gravemente e morreu, e os últimos três ainda esperam por adoção. Jade, Negão e um garoto chamado Fumaça.

Já se passaram 4 meses desde o ocorrido, mas até hoje eles demonstram sentir falta dos pais que se perderam no tempo.

Jade é mais sociável e carinhosa. É muito carente e pede colo o tempo todo. Na vida que tinham antes, não havia conforto algum, mas ela dormia na cama dos donos. Essa cama era apenas folhas de papelão, mas ainda assim, era a cama dos donos e isso fazia toda a diferença no desenvolvimento da afetividade deles.

Já o Negão tem uns 4 anos, é muito tranquilo e dócil, mas parece não saber o que é carinho. Ele aceita afagos, mas não esboça muita reação. Parece ter desistido da felicidade.

Jade tem um ano de vida e é de porte médio. Negão é porte grande e já beira uns quatro anos. Eles são ótimos para companhia e se afeiçoam fácil àqueles que os alimentam.

Claro que ainda sentem a falta daqueles que os deixaram. Não fazem ideia da precariedade em que viviam.

Eles estão castrados, vacinados e vermifugados, com exames em dia e saúde perfeita. Só precisam mesmo de um novo começo.

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