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Esta mensagem é de uma Associação atuante em Portugal, denominada UPPA UNIÃO PARA A PROTEÇÃO DOS ANIMAIS.

Apesar da distância, percebemos que por lá os problemas são os mesmos. E por sorte, os protetores de animais falam uma só lingua em todo o mundo. Já somos milhões espalhados pelos cinco continentes.

Esta mensagem nos cai como Luva. É o grito não apenas de uma Associação, mas de cada um de nós.

Tivemos a autorização da UPPA para divulgá-lo, como uma contribuição à causa que é de cada um de nós, protetores de animais.

Convidamos a todos que conheçam a UPPA, através do site oficial da Associação.

Uppa – União Para a Protecção dos Animais

 

http://www.uppa.pt/

 

Mensagem da UPPA aos Adotantes:

Em bebês todos são lindos, todos são desejados, chegam à UPPA e começam a ser cobiçados, disputados, implorados… quanto mais bonitos forem, mais cobiça, mais disputa, mais vontade…

A UPPA fala, explica, interroga, questiona, responsabiliza, informa e tenta educar… dizem a tudo que sim, visitam, apertam-nos no colo como se não houvesse amanhã e prometem que os vão “apertar” para sempre com o mesmo sentimento, com a mesma vontade. Assinam papeis, assumem responsabilidades e a UPPA confias-lhe os seus tesouros, vidas que salvou, que protegeu e para as quais quer o melhor….

A história deveria terminar aqui com todos os intervenientes felizes e a cumprirem as suas promessas… mas infelizmente não acaba …

Hoje estamos tristes, desoladas, revoltadas mesmo… por mais que tentemos compreender o que vai na cabeça das pessoas, chegamos à conclusão de que para algumas os animais não passam de “coisas” para preencherem vazios, para alimentarem vaidades, para satisfazerem caprichos, para servirem para nada e serem tratados como um nada que rapidamente de bestial passa “besta”, de fofinho passa a insuportável, de solução passa a problema…

No espaço de uma semana devolvem-nos duas cachorras dadas há meses e há poucas horas recebemos a noticia de que vão devolver mais um dado há quase meio ano…

Os tais desejados, tão amados, tão implorados, por este ou aquele motivo deixaram de “encaixar”, deixaram de servir, deixaram de ser bebês…as pessoas justificam-se, explicam, informam, chegam a achar que têm razão, que fizeram os possíveis, que tentaram, que choraram que estão infelizes e desgostosos mas a solução para as suas vidas que tanto precisavam daquele animal para encontrarem a felicidade é devolvê-lo, como se devolve um algo que se levou emprestado, ou como que se não fizesse mal devolver porque está dentro da garantia…

São facadas no coração para quem trabalha diariamente a troco de nada para salvar vidas, para as recuperar para as confiar a quem promete, assina e garante que é dia mais feliz das suas vidas e que assim será para sempre…

Aos adotantes que devolvem os animais, convidamos a ficarem a observar aqueles a quem tanto prometeram felicidade, os seus olhares assustados de quem não está a perceber porque foi abandonado, porque é que o seu dono desapareceu, porque são estranhos que os estão a acarinhar para tentar distraí-los do pânico que sentem, do pavor de serem fechados numa box que não conhecem, com animais que nunca viram,…

Aos adotantes que devolvem convidamos a ficarem para ver a tristeza dos voluntários que tanto lutam por estes animais, a desmotivação, a raiva e a revolta…

 A todas as pessoas que queiram adotar um animal à UPPA, pedimos para lerem este texto e para reflectirem sobre estas palavras escritas por alguém que está cansado de tanta maldade, insensibilidade, frieza e desprezo… A todas as pessoas que queiram adotar um animal à UPPA, agradecemos que nos sugiram uma cláusula para o termo de responsabilidade na qual se preveja o que deve acontecer aos adotantes em caso de devolução, abandono ou maus-tratos… essa clausula será introduzida em cada termo pois sinceramente já não sabemos mais o que fazer para travar esta onda do desculpe lá mas não dá mais… porque ladra, porque uiva, porque estraga, porque faz xixi, porque morde, porque está insuportável, porque os vizinhos se queixam, porque a vida deixou de ser como era … porque… porque….

A quem adoptar um animal à UPPA fique ciente do quanto os animais sofrem quando são devolvidos e ali ficam a chorar enquanto aqueles que lhes prometeram a felicidade acham que fizeram os possíveis e, aliviados, saem dali para ir tomar café, para irem ao cinema, para irem festejar terem resolvido o seu problema. Quem adoptar um animal à UPPA fiquei ciente do quanto magoam e desrespeitam as pessoas que lhes confiaram uma vida ….

ADOPTAR É UM ATO DE AMOR PARA A VIDA, ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE, QUEM NÃO PENSAR ASSIM POR FAVOR NÃO ADOTE UM ANIMAL À UPPA NEM A NINGUÉM…

Sábado vamos buscar-te meu amor, para nós serás sempre pequenino, amado e desejado.

Texto de Sandra Vicente, protetora da Uppa – União Para a Protecção dos Animais, atuante em Portugal.

Abaixo, na ordem, os pequenos que foram devolvidos.

Yara, de 4/5 meses, Benny, de 7/8 meses e Luna, de 6 meses.

 

E pra fechar, mostrando que os problemas são os mesmos, contamos a história desta linda cadelinha de grande porte.

Ela foi adotada na Cão Viver, Associação de Belo Horizonte, MG, Brasil, quando tinha poucos meses de vida. Era alegre e brincalhona como todos os filhotes.

Por 8 meses, foi mantida amarrada em uma corrente, sendo maltratada e agredida por aqueles que a deveriam proteger.

Ao saber da história, foi novamente resgatada pela Cão Viver, que a pegou de volta.

Na ONG, chegou uma cadelinha assustada, que corre de medo de qualquer um que se aproxima do canil. Não era nem sombra da filhotinha alegre e saltitante que nos deixou, levando esperanças de um final feliz.

Fica a pegunta: Por que adotaram?

Não temos a resposta, mas sonhamos com o dia em que todos os humanos sobre a terra serão protetores de animais.

Até lá, pedimos a pessoas com o perfil desses adotantes: Por favor, fiquem longe de nossos protegidos.