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A Escravidão sempre foi considerada a maior mancha na história da humanidade, algo do que todos nós devemos nos envergonhar. Ainda hoje, humanos são escravizados, graças à ganância de uns e à ignorância de outros.

O quadro persiste, alimentado pela omissão do poder público e da sociedade. Se o homem ainda não evoluiu e não aprendeu compaixão pelo próprio homem, em que mundo vivem os animais?

Victor Hugo, escritor e poeta francês, tem uma frase que ficou famosa: “Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais.”

Infelizmente, a triste história da humanidade nos mostra que o homem ainda não foi civilizado, nem mesmo em relação ao próprio homem.

Imaginemos quando a humanidade vai começar a se envergonhar pela escravidão dos animais.

Muitas cenas que vêm do outro lado do mundo nos chocam, mas fechamos os olhos para aquelas que acontecem em nossos terreiros.

A experiência com animais é uma prática arcaica, inventada em uma época em que a espécie humana era desprovida de sentimentos.

Pra quem não sabe, existem vários testes que são realizados em animais, com técnicas extremamente cruéis, e a maior parte deles, sem nenhuma utilidade prática. Até hoje Beagles ainda são mortos nos laboratórios, em testes de toxidade, para avaliar os efeitos danosos do álcool e do tabaco, como se a comunidade científica ainda precisasse de mais estudos pra saber isso.

De todos os testes, o mais cruel é o LD 50, abreviatura do nome inglês Lethal Dose 50 Perercent (dose letal 50%). O teste consiste em deixar um grupo grande de animais (200 Beagles) submetido a determinado produto tóxico. O teste termina quando 50% dos animais estão mortos. O tempo em que levarão para morrer determinará o grau de toxicidade daquele produto.

Ainda hoje, indústria químicas, sobretudo de cosméticos, continuam fazendo testes em animais. Continuamos alimentando, quando consumimos os produtos por elas fabricados. Muita gente não sabe que isso acontece e continua usando produtos dessas indústrias e prestigiando o sofrimento animal.

Não vamos citar nomes, por razões óbvias, mas pelo Google é possível saber quais são as empresas que ainda fazem testes em animais.

Se ainda não evoluídos o bastante para que sejamos convencidos pelo amor, que seja pelo bolso. O boicote a essas empresas será a melhor resposta. Só assim vão entender que os homens, pelo menos a maioria, não aceitam mais essas práticas. São inconcebíveis e incompreensíveis. Revelam nossa pobreza de espírito, nossa insensatez e falta de amor.

Pra conhecer um pouco mais sobre os diversos testes que ainda são realizados nos dias de hoje, o link abaixo explica cada um deles e detalha como são realizados, citando os efeitos colaterais, as consequências e principalmente a sua inutilidade.

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/index.htm

E o que falar dos animais de produção? Se temos dificuldade de ver a ligação de um creme para mãos com os bastidores dos laboratórios de testes, o mesmo não se pode falar da ligação entre um churrasco mal passado e os “campos de tortura” de onde saem os animais que nos alimentam.

Esta não é uma campanha em prol do vegetarianismo. Ainda falta muita evolução para a espécie humana. Somos crianças espirituais. Precisamos avançar aos poucos. Vai levar muito tempo até que a espécie humana se torne herbívora.

Mas acreditamos ser possível reivindicar das autoridades e de nossos representantes na política, a regulamentação para a criação, transporte e abate de animais destinados ao consumo humano. Temos o direito de viver em um mundo em que animais não sejam torturados. Muitos humanos já sentem a dor deles.

O confinamento de porcos, frangos e bois impõe a esses animais uma vida inteira de tortura. Vivem em espaços que não lhes permite sequer se movimentarem.

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Porcas são fecundadas e geram filhotes, sendo mantidas imobilizadas, para que nenhum leitão seja perdido. É preciso dizer que, se tivessem espaço, elas não deitariam sobre seus filhos. Se o fazem nas baias, é porque vivem próximas à exaustão.

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Nas granjas de frango, os pintinhos têm os bicos cortados ou queimados, sem nenhuma razão que justifique este absurdo.

Eles nascem e crescem sem espaço pra se movimentarem. Não sabem o que é dia e noite e não dormem, porque as luzes são mantidas acesas, para que eles continuem comendo durante a noite e ganhem peso mais rápido.

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E a crueldade humana não tem limite. O Vitelo, ou Baby Beef, pra quem não sabe, é a carne do bezerro com poucos dias de vida. Eles são arrancados da mãe assim que nascem e confinados em local escuro e sem alimentação eficiente. São mantidos até o abate com a cabeça presa, para que não se exercitem.

O objetivo é que fiquem muito fracos antes de serem abatidos, para que a carne esteja mais macia. Na hora do abate, eles são arrastados, porque não têm mais forças pra ficar de pé.

O patê de fígado de ganso é produzido com animais doentes. Eles recebem, literalmente, guela abaixo,uma quantidade absurda de ração, maior que o peso do próprio corpo. Com isso, o fígado cresce, chegando a ficar até 10 vezes maior que o normal.

Isso é feito para aumentar a produção. Nas fotos abaixo, a comparação entre um fígado saudável e o fígado doente que é utilizado na fabricação do patê.

Quem descobriu e divulgou essa técnica não tinha coração. E ela continua sendo usada ainda hoje.

O desprezo pela vida e pelo sofrimento dos animais ainda se faz presente nos dias de hoje. Esta é considerada a técnica mais cruel do mundo. Tanto assim que no mundo inteiro já há mobilização ontra essas indústrias.

Muitos países já atenderam aos anseios dos novos tempos e editaram leis proibindo a produção e industrialização, inclusive em nossa vizinha Argentina. O Brasil, na contra-mão de tudo isso, tem intensificado a produção. Fábricas nos Estados de São Paulo e Santa Catarina estão a todo vapor, usando a mesma técnica e se vangloriando por estarem conseguindo produzir o foie gras, com a mesma qualidade francesa.

Pra quem tem estômago e quiser conhecer os bastidores da produção do Foie gras, assista ao vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=mTq9J9xrK-E

O Instituto Nina Rosa há anos vem divulgando idéias abolicionistas, com o objetivo de propagar o veganismo e levar às pessoas os bastidores da produção animal. Existem inúmeras matérias e vídeos produzidos pelo Instituto, disponíveis no You Tube, com o título “A carne é fraca”.

http://www.institutoninarosa.org.br/

Seguem os links, Partes 01/06 a 06/06.

http://www.youtube.com/watch?v=IKIBmppiIvM

http://www.youtube.com/watch?v=v_rXwTGcLEs

http://www.youtube.com/watch?v=–w4Zr_iK_Q

http://www.youtube.com/watch?v=DwbtUxkEBVY

http://www.youtube.com/watch?v=clGtV2T7L7g

http://www.youtube.com/watch?v=jvkBV_gJ57U

As fotos selecionadas acima são mais brandas. Evitamos mostrar as piores cenas, pra não causar muita repulsa. Essa matéria precisa ser vista. O Objetivo é plantar uma semente e começar a formar opinião.

Claro que também desejamos que um dia a espécie humana evolua e se torne herbívora. Mas nosso estágio evolutivo não permite tanto, ainda.

Então, que busquemos, no mínimo, a regulamentação da produção. Que os políticos representantes dos movimentos de protetores entendam a importância disso. Queremos, neste primeiro momento, apenas garantir aos animais que tenham vida. Normatizar a criação é a única forma pra se conseguir isso.

Que se criem normas, com espaço mínimo, com quantidade máxima de animais por piquete, tudo isso baseado em estudos técnicos que garantam a cada animal uma vida digna. Queremos que tenham qualidade de vida, do nascimento ao abate.

Que práticas de tortura e técnicas de produção que imponham sofrimento sejam abolidas, com severas penas.

Que se regulamente o transporte dos animais para o frigorífico, que se criem regras para o abate, onde eles não tenham que seguir em fila, vendo os da frente sucumbirem.

É claro que isso elevaria muito o custo da produção, mas colocaria de vez o Brasil em primeiro lugar, como País mais avançado do mundo no quesito humanização.

Não podemos conceber que, em nome da redução dos custos e da popularização da carne, sejamos capazes de impor tanto sofrimento aos animais.

Precisamos lembrar que um hectare de terra produz muito mais vegetais do que carne. Quem sabe este é o caminho para acabar com a fome no mundo?

Que esta matéria chegue ao máximo possível de pessoas, e que seja compartilhada e espalhada, para que, no mínimo, as pessoas saibam o que acontece nos bastidores da produção e façam coro na cobrança por uma regulamentação em prol da vida.

Apenas pra ilustrar esta campanha com um pouco de história, precisamos entender como e quanto tudo isso começou. A dissecação de animais teve início no Século V A.C, quando as técnicas utilizavam organismos mortos.

Posteriormente, com o advento das religiões judaico-cristãs, a exploração de seres vivos foi legitimada, colocando os animais como seres inferiores na escala da criação, destituídos de alma e com a finalidade de servirem ao homem. Ali foi sedimentada a teoria antropocêntrica (O Homem é o centro do universo).

Depois disso, alguns psicoptas se viram com autoridade de proclamar absurdos sem precedentes na história da humanidade. A visões bíblicas, ao considerarem os animais como criaturas brutas e desprovidas de alma ou intelecto, afastou-lhes da esfera das preocupações morais humanas. Foi a carta branca para que criaturas satânicas pudessem “deitar e rolar”, submetendo animais a métodos de tortura e crueldade indescritíveis.

Um certo cientista francês (Só pra lembrar, a França é o berço da indústria do foie gras), René Descartes, um dos grandes defensores da vivissecção, formulou a teoria do animal-máquina. Esta teoria considerava os animais seres autômatos ou máquinas destituídas de sentimentos, incapazes, portanto, de experimentar sensações de dor e de prazer.

No entender de Descartes, a natureza agia nos músculos e órgãos dos animais como as molas de um relógio, as quais faziam com que eles se movimentassem, sem que a vontade ou a razão os conduzisse. O referido autor ainda afirmava que a linguagem era a prova da superioridade humana.

Descartes declarava que a natureza dos animais era mecânica, sendo destituídos de alma, razão, linguagem, pensamento e consciência e que os sons que produziam, muito embora se assemelhassem ao choro, gemido ou grito de dor de um ser humano, não eram da mesma natureza, assemelhando-se muito mais “[…] a ruídos e sons de determinados objetos em atrito com outros, por exemplo, às cordas de um violino, que soam quando sofrem atrito dos fios da cauda de cavalo, do arco que as faz vibrar.”

E o “mestre” deixou discípulos, que propagaram frases do tipo: “faz parte da postura do cientista a indiferença perante o sofrimento das cobaias”. E ainda se orgulhavam de serem cientistas.

Desculpem os cientistas, mas não se trata de postura científica, mas sim de sadismo, de doença, de incapacidade de amar. Até onde nossa insanidade pode chegar? Estudos científicos já apontam para a absoluta inutilidade da grande maioria dos testes realizados em animais, coincidentemente, os mais perversos e cruéis.

Quando nos deparamos com as práticas ainda hoje utilizadas, não apenas nos laboratórios, mas também nas fazendas de produção e frigoríficos, percebemos que a humanidade tem ainda um longo caminho e muito a evoluir.

E pra provar que existem possibilidades melhores para essas criaturas tão massacradas, e não fugir dos objetivos pelos quais o Projeto O Lobo Alfa foi idealizado, eis a história do Alvim.

http://oloboalfa.com.br/alvim/

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