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Rai 1Jabuti ou jaboti, nome de origem Tupi, é a designação popular de duas espécies de répteis providos de carapaça, exclusivamente terrestres, nativos do Brasil, do gênero Chelonoidis, da ordem dos quelônios, da família dos testudinídeos.

As duas espécies de jabuti existentes são a Chelonoidis carbonaria (jaboti-piranga, o mais comum) e a Chelonoidis denticulata (jaboti-tinga).

O nosso Raí é da espécie Jaboti-piranga, que ocorre em quase todo o Brasil. O jaboti-tinga é exclusivo da região amazônica.

A espécie é comum nas matas brasileiras, desde o Nordeste até o Sudeste.

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São animais que possuem casco convexo — carapaça bem arqueada — e pernas grossas e adaptadas à vida terrestre. A carapaça é uma estrutura óssea formada pelas vértebras do tórax e pelas costelas. Funciona como uma caixa protetora na qual o animal se recolhe quando molestado.

Os jabutis podem chegar aos 70 cm de comprimento, com expectativa de vida de até 80 anos, com registros de alguns animais alcançando 100 anos.

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Infelizmente, a espécie é presa fácil de traficantes e, por isso, adquirida e mantida ilegalmente por muitas pessoas que ainda não entendem o mal que fazem.

São animais de hábitos diurnos e gregários (vivem em bandos). Por aí se tem uma noção da crueldade que é manter um animal como este em ambiente doméstico, como animal de estimação, longe da companhia do bando.

Na verdade, a designação “estimação” não se aplica ao caso, pois eles não criam vínculos afetivos com seus algozes. Pelo contrário, vivem em permanente sofrimento, tentando, em vão, reencontrar seu lugar.

Quem mantém um animal assim em casa, o faz por vaidade, egoísmo ou, pra não medir as palavras, por sadismo e ignorância.

O Raí viveu uma vida inteira como escravo, até que seus donos, atentos aos apelos de um novo tempo, decidiram dar a ele uma nova chance.

Fizeram a entrega espontânea, levando-o aos órgãos ambientais.

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Ele passará alguns dias sob os cuidados do Centro de Conservação da Fauna, até que o IBAMA possa encontrar um local apropriado para a sua soltura, o que acontecerá em poucos dias.

Raí está bem, apesar dos anos de sofrimento. Répteis não esboçam reações emocionais facilmente notadas pela espécie humana. Por isso, ninguém será capaz de dimencionar suas emoções, se está triste, depressivo, se sente dor ou se está doente.

É importante dar a ele o direito de viver livre, entre os seus. E é esse o final feliz que queremos para o Raí.

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No Centro de Conservação da Fauna, o Raí conviverá com outros animais que, na natureza, poderão cruzar seu caminho, como o Brutus, o tamanduá, e a Alice, a pequenina corça.

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Abaixo, outros animais acolhidos e em tratamento no Centro de Conservação da Fauna.

http://www.centrodeconservacaodafauna.com/

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Conheça o trabalho do Centro de Conservação da Fauna e apoie essa ideia. Nas fotos abaixo, o atendimento e a completa recuperação da Jaqueline.

Ao final, já recuperada, em companhia de sua amiga Gisele. Ambas já se recuperaram a foram devolvidas à natureza.

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“Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem.

Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais. ”

Victor Hugo

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