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Quando cachorreiro resolve resgatar gato, dá nisso. Tenho que confessar que não entendo nada do assunto.

Mas este aí eu encontrei na varanda da minha casa, comendo a ração dos lobos. Ele invadiu um território perigoso, sem nenhuma cerimônia. Nem mesmo as marcas do Pingo (Poodle de 3 pernas) o desestimularam.

Na verdade, a fome era grande. Parei o carro e abri o portão, esperando que o felino ganhasse a liberdade. Estava bem cuidado e deveria ser de algum vizinho. Abri o portão, entrei com o carro, me aproximei dele e nada. Ele continuava no mesmo lugar, comendo com a gulodice comum aos lobos abandonados. Chegou a entrar na vasilha de ração, pra nos mostrar que não largaria o osso.

Esperei que ele terminasse a refeição (como era uma ração especial, achei que não lhe faria mal). Assim que se mostrou satisfeito (uma pausa, seguida de uma espreguiçada), me arrisquei um pouco mais.

Aí, mesmo não entendendo nada de gatos, segui os instintos. Peguei no colo, virei de barriga pra cima e esfreguei a barriga, o peito e até o focinho. Ele não teve nenhuma reação. Aceitou o carinho com total confiança. Vi logo que não se tratava de um gato de rua. Devia mesmo ser de algum vizinho. Deixei-o na varanda, esperando que ele seguisse seu caminho. Não seguiu. Continuou ali, apesar dos protestos da Hanna e da Estopa.

Decidi colocar o bichano debaixo do braço e procurar seus donos pela vizinhança. Nada.

O jeito era mesmo resgatar e anunciar, na esperança de uma adoção rápida.

Como de costume, a primeira coisa seria escolher pra ele um belo nome. Pensamos em Totó.

Mas Totó é nome de cachorro. Depois de muito pensar, decidimos. Ele se chamará Rex, muito embora, a essa altura, não sabíamos se era macho ou fêmea. Olhei, olhei de novo, virei do avesso, apalpei e não achei nada que me desse uma pista. Puts… Será que gato é hermafrodita?

Depois pensamos em dar-lhe um bom banho para livrá-lo de algumas poucas pulgas. Pelo menos é assim que se faz com cachorro. Procuramos no Google informações de como dar banhos em gatos.

Achamos essas cenas abaixo, o que nos fez mudar de idéia. Pulamos a parte do banho.

Realmente, não sabíamos o que fazer com o sujeito e estávamos mais perdidos que cego em tiroteio. A solução foi pedir socorro a alguém que entendesse do assunto. Recorremos à Dra. Cíntia, da Veterinária Alípio de Melo, que dispôs-se a recebê-lo e dar o tratamento que merecia. Recebeu as vacinas, vermífugos e foi também castrado.

O resultado de todo este cuidado foi a rápida adoção dele. Foi morar em uma casa com outro tigrinho, também adotado.

Agradecemos à Dra. Cíntia e sua equipe, pelos cuidados com o Rex.