Todos estes cães foram resgatados, receberam afeto e foram bem cuidados, até onde foi possível.

Nunca foram felizes, porque seu salvador agiu pelo coração, mas não poderia proporcionar a eles nada além do pão de cada dia. Ninguém consegue proporcionar afeto a mais de 20 cães que vivem em canis. No máximo, foi possível manter a comida diária e um afago que só chegava na cabeça daqueles mais insistentes.

Animais que deveriam compartilhar a vida com os donos, evoluindo e proporcionando evolução, passaram a maior parte da vida confinados em canis. Infelizmente, foi o que seu bem intencionado salvador conseguiu de melhor.

Os anos se passaram e, contrariando a lógica da vida, eles (os cães) sobreviveram àquele que um dia lhes resgatou das ruas e lhes prometeu que jamais ficariam sozinhos, que jamais sentiriam fome, que jamais seriam abandonados.

Detrás dos muros, eles… Na verdade, ninguém sabia o que se passava por detrás dos muros. Os sinais são de animais bem alimentados, castrados, vacinados e até assistência veterinária. Contudo, é certo que eles não tinham o afeto e a proximidade necessária pra construírem a evolução que precisavam.

Infelizmente, hoje muitos deles estão velhinhos e o tutor, que também era um homem de muita idade, faleceu, deixando desamparados aqueles que um dia decidiu amparar.

Agora eles precisam de adoção. Na verdade, precisam de resgate, pois ali não era um hotel cinco estrelas e, apesar de tudo que já foi feito, é certo que eles precisarão de um pouco mais.

Foi possível notar que eles têm a consciência do que perderam. Sabem que o “pai” não está mais com eles. Estão tristes, deprimidos e alguns estão desistindo.

Já estão castrados (Apenas 2 fêmeas ainda esperam por castração) e todos têm as vacinas em dia.

Não terão vida longa. Ou melhor, já tiveram. Daqui pra frente, eles apenas terminarão um ciclo que, se espera, tenha sido bem aproveitado.

São velhinhos, porém saudáveis e ativos. Vamos apresentar cada um deles.

Bóris parece ter algo de Golden. Tem o pelo dourado, mas com um focinho que um dia já foi preto.

Os pelos brancos nas sobrancelhas e em toda a extensão do focinho mostram que foram muitos os invernos.

Tudo o que queremos pra ele é um grande jardim, ou um cantinho pequeno. Ele não precisa de muito.

Entretanto, ele precisa de donos dispostos a algumas caminhadas (quem sabe grandes aventuras) e com tempo pra dar a ele um afeto mais individualizado.

Bóris tem individualidade e não é justo passar o resto dos dias que lhe restam, que não são muitos, confinado em um canil e sem uma relação verdadeira de afeto e amizade.

Ana Florença é uma fêmea branca, caramelizada por causa da terra batida. Ela é desconfiada, mas muito dócil.

Também merece um lugar melhor pra deitar, e donos dispostos a proporcionar a ela uma rotina mais produtiva e movimentada.

Antonov também é mais velhinho. Já viveu muito, mas ainda pode aproveitar a companhia de donos carinhosos.

Ele é uma adoção especial, pois teve o diagnóstico de Leishmaniose, recebeu o tratamento que precisava e hoje apenas faz uso do Alopurinol.

Aranã é o menos SRD da turma. De pelinho médio e levemente aramado, ele tem perninhas curtas e parece ter algum parentesco com Jack Russel Terrier.

É dócil, muito dócil, e bonzinho, perfeito para companhia.

Também não é jovem e seria pefeito para companhia de pessoas mais idosas.

Também pode ser o melhor amigo de infância de crianças pequenas.

Bethoven também viveu muito e é uma adoção especial. Ele também é positivo para Leishmaniose, embora já tenha feito o tratamento e hoje use somente o Alopurinol.

Passou tempo demais em canil e precisa agora de um novo começo, com direito a convívio estreito com os donos.

Ele precisa de afeto e pode ser o mais devotado dos amigos.

Não é um cão de guarda, mas pode ser um protetor perfeito, pois é inteligente e, ao mesmo tempo, muito dócil.

Brian é um caso muito especial. Ele nasceu ali e é filho do Negão, que também espera por adoção.

Um dia, seu pai adoeceu e foi ele quem se habilitou pra cuidar do doente.

Ele cuidou de seu pai com uma devoção poucas vezes vista. Chegava a carregar o pai pelo pescoço, arrastando-o até a vasilha de comida, e insistia pra que ele comesse.

A dedicação deu resultado e o Negão se recuperou.

Brian é um cachorro alegre e festeiro. Seu pai ainda vive por ali e também espera por adoção.

Seria perfeito que continuassem juntos, mas não podemos atrelar destinos. O Negão já está bem velhinho e talvez eles precisem mesmo seguir caminhos diferentes.

Abaixo estão as fotos do Negão, pai do Brian. Ele é dócil e sociável, mas tem adoração pelo filho, e não é sem motivo.

A doença que lhe atingiu não era grave e, com a ajuda do filho, ele se recuperou e hoje está perfeito, pronto pra recomeçar e tentar escrever, senão uma nova história, que seja apenas um capítulo, com final muito feliz.

Camile também é uma legítima SRD caramelo.

Cicarelli talvez seja a menorzinha da turma. É tranquila e perfeita para companhia, podendo viver muito bem dentro de casa, e até mesmo em apartamento.

Ela também é uma adoção especial. Também fez tratamento para Leishmaniose e hoje faz uso diário do Alopurinol, mas nada que a limite. Ela também não é jovem, mas tem muita energia e disposição.

Diana é uma fêmea tigrada, legítima SRD. Ela é das mais jovens da turma, tendo no máximo 2 ou 3 anos.

É alegre, muito dócil e sociável com pessoas e também com outros cães.

É porte médio e precisa de espaço, se possível casa com pátio ou mesmo um sítio, desde que seja fechado e seguro pra ela.

Gilbran é velhinho e é uma adoção especial. Ele é positivo para Leishmaniose, embora tenha sido tratado e hoje dependa apenas do Alopurinol.

É um cãozinho carente, muito carente, e passou pela vida sem saber o que é ter uma família amorosa.

Pode ser um ótimo protetor, sendo também super indicado para companhia de pessoas idosas, ou mesmo de crianças pequenas, já que a fase das brincadeiras estabanadas passou faz tempo.

Aliás, a infância, a juventude e a fase adulta, ele passou dentro de um canil. Que a velhice compense tudo isso.

Irina também dispensa apresentações. O branco no focinho e sobrancelhas é mais que uma carteira de identidade.

O tempo passou rápido demais pra ela. Não sabemos nada de seu passado e nem em quais condições ela foi resgatada, mas não é justo, com animal nenhum, passar a vida em um canil.

Quem resgatou agiu por amor, mas definitivamente, não era o que ela merecia. Abrigos assim precisam ser temporários.

Lalala e Malala são… Não sabemos o que são, de onde vieram e se a semelhança dos nomes tem relação com algum grau de parentesco.

Infelizmente, o tutor faleceu e deixou poucas informações de seus protegidos.

Elas estão vacinadas, castradas e com a saúde perfeita. Aliás, apesar do grande número de animais mantidos em condições precárias, o tutor fazia muito por eles. Todos são vacinados e castrados. Estão fortes e sempre foram bem cuidados, apesar dos canis.

Lalala é a pretinha e Malala é caramelo.

Larissa é outra pretinha básica e média. Aparenta ter entre 4 e 5 anos.

Este garoto de focinho clareado pelo tempo recebeu de seu tutor o nome de Lobo Alfa. Ele parece ter em torno de 5 a 6 anos e o branco do focinho já ameaça chegar ao entorno dos olhos.

Ele é dócil e de dominante não tem muito. É forte, impõe respeito, mas com ternura.

Pierre é outro caso especial, também tratado de Leishmaniose. Ele não tem sintomas clínicos e hoje usa somente o Alopurinol.

Pingo Sapecão é um sujeitinho diferente de todo o resto. Ele parece jovem, talvez ainda adolescente.

E sua energia faz jus à estimativa de pouca idade. Ele precisou ser trancado durante a sessão de fotos, para que os demais pudessem ser fotografados.

Só mais tarde, bem mais tarde, foi que ele se acalmou e permitiu fotos mais atrativas.

Enfim, este é a companhia perfeita para meia dúzia de crianças hiperativas.

E sabe posar de comportado. As visitas vão acha-lo o cãozinho mais educado do mundo.

Raíssa é uma lobinha que parece ter alguma coisa de Border Collie com Cocker. Tem aproximadamente 4 anos, é dócil, carinhosa e muito tranquila.

Tem pelo longo e está bem embolada. Precisa de tosa e de alguns cuidados para manter o pelo limpo e macio.

Saigon também é velhinho e é a mais especial das adoções. Além de velhinho, tem sinais de uma dermatite que pode ter relação com a Leishmaniose, que ele já teve um dia.

Claro que o estresse do confinamento e as condições do canil são condições perfeitas para dermatites oportunistas. O Saigon ainda pode se tornar um cachorro bonito e cheio de vida.

Precisa de tempo, cuidados, afeto e segurança.

Theodoro, ou Téo, como ele gosta de ser chamado, é um garoto com idade entre 3 e 4 anos. O focinho só agora começa a ganhar tons mais claros.

É alegre e brincalhão. Tem energia e pode ser um perfeito companheiro de aventuras.

Por fim, Samedir, a mais peludinha da matilha. Não é exatamente uma princesa que demanda escovações periódicas. Está mais para estopinha.

Ela se sente meio deslocada naquele canil, talvez porque saiba que veio ao mundo pra dividir o ninho com uma família bem carinhosa.

É carente e, ao mesmo tempo, desconfiada. Contudo, rende-se a qualquer colo que se lhe apresente.

Ela está entre os mais jovens. Teve ter no máximo 3 anos.

Contato para adoção: Jussara: (31) 9 8556.2174.

E-mail: crispim@oloboalfa.com.br

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