Entre 2014 e 2015, fizemos um intenso trabalho de divulgação dos cães de d. Tereza, que na época ainda morava no Bairro Jaraguá, com mais de 100 cães e uma penca de gatos. Tivemos mutirões de vacinação, vermifugação, castração, banho e muitas e muitas feiras de adoções.

Em pouco mais de um ano, mais de 100 animais doados. Se o problema não foi resolvido, ou se os números não caíram, foi porque a cada bicho doado, d. Tereza colocava mais dois pra dentro, ora resgatados por ela própria, que não tem limites, ora por seus “amigos”, que continuavam entregando animais ali em troca de um saco de ração, se aproveitando da ajuda que ela recebia.

Remar sem sair do lugar cansa e desanima. Aos poucos, os voluntários foram perdendo as forças e o grupo se dissipou. Pra piorar, ao Projeto intitulado “Não era esse o combinado”, decidiram se unir gente disposta a atrapalhar.

Nada faziam, mas se davam ao trabalho de ligar para d. Tereza, xingando, ameaçando, acusando, apontando os dedos e a língua. E este foi o motivo pelo qual d. Tereza achou que não mais precisava de nossa ajuda. Brigou, xingou, esperneou e, por isso, nos afastamos, deixando pra trás alguns amigos.

Pra quem não se lembra, este foi o trabalho feito à época, entre Fevereiro de 2014 e Maio de 2015:

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado/?regiao=mg

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado-parte-ii/?regiao=mg

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado-parte-iii/?regiao=mg

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado-parte-iv/?regiao=mg

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado-parte-v/?regiao=mg

http://oloboalfa.com.br/nao-era-esse-o-combinado-parte-vi/?regiao=mg

Depois desse afastamento, outros trabalhos coletivos nos ocuparam, mas outros voluntários do bem chegaram pra ajudar d. Tereza. Nos anos seguintes, esses voluntários organizaram campanhas e intensificaram a construção de um abrigo que há mais de uma década vinha sendo plantado, em um terreno quase rural que ela havia ganhado.

Os cães ganharam canis, pelo menos uns 10, todos com área coberta e aberta, amplos e bem organizados. (As fotos são da época da construção. Hoje está tudo pronto).

Os gatos, que até então viviam em gaiolas ou sobre um armário da sala (Situação de extremo sofrimento e estresse), ganharam um gatil, todo telado, com área coberta e outra aberta, onde poderiam tomar sol e respirar um ar mais puro (mais ou menos).

A própria d. Tereza, que também vivia em condições pra lá de precária, ganhou uma casa, bem montada e com ótimo acabamento. Tudo foi feito com muito capricho.

Toda a estrutura permitiria a ela organizar melhor os animais e garantir, a ela própria, uma qualidade de vida que há muito já não tinha.

Entretanto, com tantos cães, não havia canis suficientes pra todos e o resultado foi um desastre.

Os gatos usam o gatil, mas os cães ficam soltos, todos compartilhando o mesmo ambiente, dentro de casa, juntos e misturados.

O caos se instalou e a situação chegou a um nível patológico. Algumas circunstâncias contribuíram para a situação ficar ainda pior. Agora isolada, a ajuda não chega como antes e os animais sentem fome. Dona Tereza não tem mais a mesma força física de antes e não consegue manter o ambiente limpo.

Se no Bairro Jaraguá os cães chegavam a ela pelas mãos dos “amigos”, agora eles chegam também com as próprias pernas, pois d. Tereza mora em uma região onde abandono e maus-tratos fazem parte da paisagem.

Um novo pedido de ajuda nos chegou, mas dessa vez não estaríamos sozinhos. Um grupo de dedicados voluntários vinha acompanhando e ajudando d. Tereza nos últimos 6 anos. São pessoas dedicadas que se desdobraram e fizeram milagres, apesar da própria d. Tereza remar contra.

Não temos mais o alcance que as redes sociais nos proporcionaram no passado. Não temos mais a mesma energia e nem tampouco os mesmos voluntários de antes, mas temos outros tão dedicados quanto.

E se, nessa primeira visita, não saímos dali em choque, foi porque também estamos banalizando o mal. Os calos de d. Tereza engrossaram e ela não consegue ver o sofrimento dos animais. Também parece não sentir mais cheiro e perdeu todas as referências do que seja uma vida equilibrada e de qualidade, se é que já teve essa referência um dia.

De novo precisamos de divulgação, de novo precisamos de mobilização, e de novo precisamos de mais de 100 adotantes.

Na verdade, adoção não é o termo mais apropriado. Com a ajuda do grupo de voluntários que tem atuado ali, e também contando com alguns veterinários que a ajudam, ela tem conseguido castrar e vacinar os animais.

Consegue até um ou outro tratamento para casos mais graves.

Entretanto, apesar disso, não podemos anunciar animais saudáveis, cheirosos e prontos para adoção. Ao contrário, eles não estão prontos. Precisarão de pelo menos meia dúzia de banhos pra perderem o cheiro impregnado que trazem no couro.

Precisarão também ser levados a um veterinário de confiança do adotante, para uma faxina inicial. Os que tiverem mais sorte precisarão apenas de reforço e sequência de vacinas.

 Infelizmente, muitos deles vão precisar de mais, muito mais. Eles são dóceis e sociáveis, mas são animais de matilha e não têm referência de afeto humano. Então, é possível que, em alguns casos, os adotantes demorem um pouco para conquistar seu novo amigo.

Por experiências passadas, sabemos que essa não é uma tarefa muito difícil. Em poucos dias, quando começam a se sentir amparados e protegidos, eles se soltam e se entregam à mais verdadeira e fiel amizade que já existiu neste planeta.

Terão que aprender as regras da nova casa, já que o local onde vivem é terra de ninguém. Ali não tem regras, ou talvez prevaleça a Lei da Selva.

E, pra começar a falar dos bichos, escolhemos o Eron, que, por ironia, me permitiu fazer esta foto, ao lado do mesmo carrinho de supermercado que serviu de cama pra cães paraplégicos, e que os anos cuidaram de enferrujar, mostrando que não só os cães envelheceram.

Todos nós envelhecemos, menos o sonho de encontrar um lar para cada um deles e abolir o abandono e sofrimento de todos os animais esquecidos nos vários abrigos mundo afora.

Já tínhamos feito muitas fotos de uma turma que ficava na frente da casa. Quando chegamos nos fundos, onde os canis estão abertos, encontramos a varandinha no estado mostrado abaixo.

Comecei a fazer algumas fotos sem focar nenhum animal, quando d. Tereza me perguntou: _Lembra do Eron?

Aquela pergunta foi um tapa na cara. Eu não o teria reconhecido se ela não o indicasse.

Lá pelos idos de 2014, chegamos a fotografá-lo, deitado sobre um treco qualquer. Ele já não era jovem e, naquele tempo, divulgamos que ele estava em depressão, que era um dos lobos hostilizados, que apanhava muito, e que acabaria morrendo ali.

Alguém se sensibilizou com a tristeza daquele cachorro e disse que daria a ele uma vida diferente. Tudo correu bem na entrevista e estávamos convictos de que o Eron teria, enfim, uma nova chance. Afinal, quem adota um cão como ele, por compaixão, é alguém verdadeiramente especial. O local era distante e estávamos apreensivos.

Infelizmente, tivemos que intervir e pegá-lo de volta.

Quando ligamos pra ter notícias do Eron, a adotante explicou que ele estava bem, que ficaria uns dias dentro de casa pra se acostumar com a família, mas que depois ficaria na corrente. Como assim? Na corrente?

Infelizmente, apesar das boas intenções daqueles adotantes, a eles faltavam alguns conceitos mais atuais. Há pessoas que ainda acham normal um animal viver acorrentado. Eles eram pessoas boas que se sensibilizaram com a história do Eron e queriam dar a ele uma vida diferente.

Mas corrente não é opção. Na época, abortamos a adoção. Preferíamos vê-lo morto entre os dentes de outros lobos do que condená-lo a um resto de vida em uma corrente.

Depois daquela fatídica devolução, me lembro de ter me aproximado dele, pedido desculpas pela falta de cuidado e prometido que, dali em diante, faria fotos dele em todas as vezes que ali voltasse. Intensificaríamos a campanha pela adoção dele, enquanto fosse necessário.

Entretanto, o tempo passou, nós nos afastamos, a adoção não veio, tampouco a morte entre os dentes dos companheiros de tragédia.

As últimas fotos que fizemos dele, há 5 ou 6 anos, mostrava um lobo alfa, de cauda erguida, indicando que estava bem ali, embora seus olhos tristes não passassem desapercebidos.

Dessa vez, quando d. Tereza nos apontou o Eron, vê-lo vivo, mas com a face totalmente branca pela idade, foi uma tristeza profunda.

O olhar terno não mudou, mas em alguns momentos, ele exibia um sorriso largo que nunca foi sua marca. Talvez ele tenha se acostumado ali e aprendido a ser feliz.

Contudo, quem conhece um sorriso de verdade sabe que nem todo palhaço é feliz.

O tempo passou pra ele. Nem sei mais se ainda devo intensificar campanha pela adoção do Eron.

A morte chegou para a maioria daqueles cães que deixamos por lá. Eron foi um forte, resistente, insistente. Foi um dos poucos rostos conhecidos que encontramos. Nas nossas próximas visitas, com novas fotos, é certo que vou reencontrar outros velhos conhecidos. Eu não entrei na casa e não pude investigar os locais onde os mais fracos se refugiam. Estamos só começando o trabalho e outras surpresas virão.

O sorriso largo e confiante do Eron, emoldurado por uma legião de pelos brancos, vai doer pra sempre. Talvez ele ganhe uma segunda chance depois que soltarmos essa matéria, talvez morra antes dessa segunda chance chegar.

Ele não tem mais tempo pra esperar. Ali, tudo é urgente, tudo é pra ontem.

Eron é um cão com 10 ou 12 anos, está castrado e vacinado. Está bem, é ativo e confiante.

Não conhece outra vida e se revelará o mais afetuoso e agradecido dentre todos os lobos, àqueles que descortinarem a ele um novo mundo.

A adoção precisa vir, mas que não seja pra viver sozinho, confinado, esquecido nos fundos de uma varanda. Cama, ração e água ele já tem, e até um pouco de liberdade. O que ele precisa agora é estreitar vínculos com pessoas. Queremos pra ele passeios, aventuras, filme no sofá com pipoca e, como sonhar não custa, talvez até um travesseiro compartilhado.

Ele é velhinho, nunca adoeceu e, por isso mesmo, nunca foi a um veterinário para exames de rotina. Adquiriu ali uma resistência única e tem anticorpos suficientes pra se manter saudável onde quer que vá.

É certo que muitos animais doentes passaram por ali, mas como regra, em matilhas numerosas, os animais adquirem muita resistência a doenças. Contudo, isso não é garantia de que o Eron não precisará de algum tratamento.

É isso, amigo. Desculpe tantos anos de ausência. Se a vaidade fez com que d. Tereza não recebesse bem as críticas, a nossa soberba também não nos permitiu engolir os sapos pra continuar os trabalhos naquele tempo.

Vida que segue. Nunca é tarde pra ascender. Continuaremos a fotografá-lo todas as vezes que aí estivermos, até não o encontrarmos mais. E que possamos, depois da despedida, contar seu final feliz e mostrar sua nova vida.

Seus futuros donos estão por aí e só precisam ler sua história pra serem despertados. Esse é o sentido da sua vida, amigo: Despertar e sensibilizar. E quão nobre é a sua missão!

Outros conhecidos nos deram a certeza de que velhos desafios estão de volta.

Nick é um senhorzinho que chegamos a anunciar há uns 2 anos. Mesmo afastados de d. Tereza, continuamos anunciando seus animais, com fotos enviadas pelos voluntários que ali continuaram atuando.

Em 2018, quando foi anunciado, ele tinha 12 anos.

Estranhamente, ele continuava ali, sujo, fedido, balançando as orelhas com claros sinais de estar incomodado, talvez com otite, o que é muito comum em Poodles em ambientes como aquele.

Ao indagarmos porque ele ainda não tinha sido adotado, a resposta foi: _Tenho pena de doá-lo.

E a pergunta foi instantânea: _E a senhora não tem pena de deixa-lo aqui?

Pequenos atritos vão surgir, mas que sejam mesmo pequenos e que sejam todos superados. Dona Tereza tem resistência às vezes, mas ela não é acumuladora. Concordou em doar o Nick e todos os outros, com a condição de encontrarmos pra ele um adotante que faça valer o resgate.

Hoje, aos 14 anos, Nick está ainda pior do que quando chegou. Precisa de banho, tosa, cama quente e seca, muito colo, petiscos gostosos e muito afeto.

Dona Tereza aceitou que ele fosse anunciado, na torcida para que tenha uma chance de vida diferente.

A história do Nick é muito triste. Ele foi abandonado e estava vivendo junto com outros cachorros, na rua. Alguém decidiu livrar-se dos cães e envenenou a todos. Talvez por ser o menor e mais fraco, não pôde disputar o alimento com os maiores e, por isso, foi o único que sobreviveu ao massacre.

Ele é muito dócil, carinhoso e muito carente. Em algum momento, ele teve donos. Talvez até tenha sido estimado.

Claro que banho e tosa será urgente e a própria dona Tereza vai providenciar nos próximos dias.

Entretanto, assim como todos os outros, a adoção é pra lá de especial, pois exigirá compaixão e disponibilidade dos adotantes.

O Nick precisa mudar de vida. Precisa de convívio estreito dentro de casa, de caminha macia e limpa, e banhos regulares, além das vacinas e cuidados médicos. Com 14 anos de vida, mesmo um sobrevivente valente como ele precisa de cuidados.

Brisa e Vitória são as duas filhotinhas.

Brisa é a mascotinha, com apenas dois meses e meio de vida. Ela fica por ali, perambulando e procurando confusão entre os grandões. Nem imagina o perigo que corre.

De vez em quando, alguém lhe mostra os dentes e a coloca no devido lugar (em posição submissa, de tetinhas pra cima), mas ela logo se rebela e volta a perambular e procurar brincadeiras entre os lobos.

Está perdendo a infância, ou melhor, sobrevivendo a ela. Não é uma cachorrinha triste. Pelo contrário, é alegre e arteira, sempre disposta a puxar um chinelo ou mordiscar uma barra de calça.

Já a Vitória, em janeiro ela foi anunciada como uma filhotinha de 2 meses. Era bonitinha e tinha tudo pra ser adotada.

Infelizmente, a adoção não veio até hoje e ela está crescendo ali. Já está beirando os 4 meses e tudo indica que vai mesmo ficar pequenina.

Vitória foi encontrada com outros 3 cachorrinhos, dentro de uma caixa, em um local afastado, lançados a própria sorte. Foram resgatados mas a Vitória foi a única que sobreviveu.

É uma lobinha esperta e brincalhona. Está vermifugada e iniciou a vacinação.

Pantera é outra filhotinha de 4 meses, Fila tigrada. Segundo quem a avaliou, ela parece mesmo ser de raça pura.

Infelizmente, com 4 meses de vida, deveria estar correndo e brincando, mas ela já começa a sentir na pele o estresse de um abrigo superlotado.

Durante todo o tempo que ali estivemos, ela se manteve afastada, escondida, debaixo de um tanque.

Foi necessário esforço pra conseguir dela algumas fotos. Só às vezes ela se virava e me olhava. Não demonstrava interesse, mas apenas curiosidade.

Sua linguinha pra fora parece muito os dentinhos de certa personagem dos quadrinhos. Ao contrário da Mônica dos quadrinhos, Pantera está longe de ter aquela alegria e valentia. Para uma Fila, era de se esperar que já estivesse se impondo, mas o ambiente ali é hostil demais e a tristeza dela é contagiante. Com apenas 4 meses de vida, e já vivendo uma depressão profunda.

É possível que exames médicos venham a descobrir a causa de tanta tristeza, mas existem outras prioridades ali e ela terá que esperar.

Thaís Araújo e Seninha são dois mesticinhos de Pinscher. Ela pretinha e ele caramelo. São irmãos e têm a mesma idade.

Eles foram comprados como Pinschers legítimos. Ao perceber que eram misturados, sua tutora decidiu descarta-los às margens de uma rodovia, despejando neles a culpa por ter sido enganada por um comerciante sem escrúpulos.

Provavelmente, ela tinha a intenção de usá-los para produzir filhotes, pouso se importando com os problemas consanguíneos que surgissem mais tarde. Vai entender esse conceito de escrúpulos!

Os dois irmãozinhos, juntamente com a história deles, chegaram às mãos de d. Tereza pelas mãos e lábia de um desses tantos “amigos” que abastecem o abrigo com novas vidas todos os meses. Esperamos, sinceramente, que quem os deixou ali se envergonhe e volte pra busca-los.

Hoje eles estão com 6 meses, são de porte pequenos e não devem crescer mais.

Os dois são muito tranquilos e dóceis, perfeitos para companhia. Estão sendo castrados essa semana.

Rainha também é uma filhotinha que precisa ser salva. Ela foi encontrada perdida, escondida e com medo, no meio de um matagal e ninguém sabia de onde teria vindo.

Foi resgatada por dona Tereza e recebeu vacinas e vermífugo. Ela foi anunciada, quando tinha perto de 2 meses e meio de vida. Tudo isso não faz muito tempo. Foi em Janeiro de 2020.

A adoção não veio e ela está crescendo. Aos 4 meses, encontramos uma filhotinha com o rosto todo cheio de caroços, indicando uma forte alergia.

A própria dona Tereza foi quem examinou e diagnosticou uma suposta alergia a qualquer coisa.

Como alergia não mata, é certo que o problema dela não será prioridade. Aquele lugar tem sempre muitas urgências.

Apesar do medo de ser examinada, Rainha é uma filhotinha muito carinhosa e carente. Também é uma adoção especial, pois precisa de um médico que diagnostique com mais segurança e prescreva o remédio que devolverá a ela a pele lisa e cheia de vida.

Spike (ADOTADO).

Jamile é uma figurinha repetida, com roteiro padrão.

Foi resgatado ainda filhote, em abril de 2019. Na época, foi anunciado junto com os dois irmãozinhos. Ele era o mais pretinho e, por isso mesmo, tinha grandes chances de sobrar.

E sobrou. Ninguém o quis e ele cresceu. Está com pouco mais de um ano e ficou de porte grande, quase gigante.

Jamile tem hoje perto de 30 quilos, ou talvez um pouco mais. É grande, muito forte e impõe respeito, embora seja de uma docilidade única. Grandão e carente.

Está vacinado e castrado, pronto pra começar uma nova história.

Joli foi anunciado em janeiro de 2019, quando era um filhote de menos de um ano. A adoção pra ele não veio e não dá pra entender por que.

Assim que cheguei e comecei a fazer as fotos, ele veio e se deitou sobre meus pés. Só isso já mostra o quão carinhoso e carente ele é.

Ele é perfeito para companhia de crianças. É porte pequeno e está saudável, vacinado e vermifugado.

Duque é um mestiço de Pastor, de aproximadamente 40 quilos. Ele é da turma antiga e já estava por lá quando fizemos aquele primeiro trabalho.

Ele chegou a ser adotado na época, quando d. Tereza ainda morava no Bairro Jaraguá. Entretanto, o adotante o deixou fugir e ele então encontrou sozinho o caminho de volta e chegou até a porta da casa de d. Tereza.

Naquela época ele já tinha o focinho branqueado pelo tempo. Não era jovem e devia ter em torno de 5 ou 6 anos.

Hoje está bem mais branquinho. É certo que já beira uns 10 ou 12 anos e os mesmos 40 quilos de antes. Ele não tem tempo pra esperar mais 6 anos.

Duque não está feliz. Ele é um cachorro triste. Tem um olhar distante, perdido, sofrido. Aceitou os afagos que ofereci, mas voltou para seu canto, deixando claro que não espera mais nada da vida.

Cazuza era apenas um filhotinho quando foi resgatado, em setembro de 2015. Ele não andava e parecia ter sido atropelado. Na época, d. Tereza ainda morava no Bairro Jaraguá.

Ele não tinha ferimentos externos e já caminhava sozinho, embora com dificuldade.

Sentia muita dor e tudo indicava que precisaria de cuidados médicos especializados. Com todas as dificuldades, dona Tereza conseguiu a avaliação ortopédica pra ele.

Os exames foram aprofundados e, diante das lesões, a conclusão dos veterinários foi que ele foi pendurado pelo rabinho e rodado no ar até ser jogado em algum lugar. Havia um deslocamento severo na base da coluna, que sugeria esse puxão forte pelo rabinho.

O resultado dessa agressão foi um rabinho sem movimento e uma dificuldade motora nas patas posteriores.

A adoção não veio e dona Tereza moveu céu e terra pra dar a ele o tratamento que precisava. Até fisioterapia e acupuntura ele teve e, ao final, voltou a andar quase normalmente.

O rabinho não balança e seu andar é cambaleante, mas ele tem vida normal. Sabe, como ninguém, pedir carinho e colo.

As fotos acima mostram o momento em que um voluntário tentava segurá-lo para as fotos, mas tudo que ele queria era um punhadinho de colo. O rabinho, conforme mostrado nas fotos, está permanentemente para baixo, sem nenhum movimento.

Nas fotos acima, ele tinha apenas 3 meses de vida. De lá pra cá, já se passaram mais de 4 anos. Desde o início ele esteve anunciado em nosso site, mas nunca teve um só pretendente sequer.

Cazuza continua carente e pedindo afeto a quem dele se aproxima.

Um dia, talvez, ele volte a ser um cãozinho feliz, mas precisará de alguém disposto a ensiná-lo sobre estima e amizade. É que, com quase 100 cães pra dar atenção, d. Tereza não tem tempo pra dar atenção individualizada a nenhum deles.

O Cazuza precisa muito ser salvo. Precisa de uma mãe.

O tratamento devolveu a ele a mobilidade das pernas, mas, infelizmente, não foi capaz de devolver-lhe o direito de abanar o rabinho.

Apesar disso, ele é feliz. Ainda tem alguns problemas menores pra resolver, mas nada que cuidado e dedicação dos novos donos não possam curar.

Como um SRD médio e de pelo curto, nunca teve um pretendente. Ele passou metade da vida no abrigo e tem agora a outra metade pra se arrepender de ter nascido. Vive no abrigo de dona Tereza, esperando pelo milagre da adoção.

E nada pode ser mais angustiante quando iniciamos um trabalho assim do que ver decepção no olhar dos amigos que fazemos.

Sol é um cão médio, branco e caramelo, muito bonito, de olhos bem expressivos.

Logo na chegada ele pulou em mim pedindo atenção e afeto.

Claro que lhe dei a atenção que pediu, mas ele é um chicletinho e eu precisava tirar muitas fotos. Não poderia dar a atenção exclusiva que ele reivindicava.

Então, depois de alguns minutos de carinho, eu tive que me desvencilhar dele e começar a tirar fotos dos outros cães.

Ele insistiu ainda mais, mordiscando meus dedos e se esfregando pra pedir atenção.

E quando deixei de lhe dar a atenção que ele queria, o resultado foi este abaixo.

Deitou num canto e ficou me olhando com rabo de olho.

Tentei me aproximar depois, mas ele estava claramente magoado e não quis discutir a relação.

Tudo bem, amigo. Vou te provar que fazer as fotos é muito mais importante neste momento do que te dar carinho. Você precisa de um pai ou mãe que lhe dê atenção todos os dias, e não de um amigo que virá aqui de vez em quando.

Ele não entendeu e nem se conformou. Não voltou a pular em mim, e nem se aproximou pra se despedir.

Seja como for, suas fotos ficaram boas e espero que um dia alguém olhe pra você de uma forma diferente. Que alguém veja neste seu olhar, quem você é e sinta o desejo de coloca-lo no caminho de onde foi tirado.

Nas próximas matérias, voltaremos a nos encontrar, se a adoção não chegar.

Peludinho é outro cãozinho pequeno que esperamos tenha a sorte de encontrar uma nova família. Ele foi tosado na tesoura por uma amiga que está sempre ali ajudando a cuidar dos cães.

É um cãozinho muito dócil e carinhoso. É porte pequeno a médio e é ele quem aparece nas fotos abaixo, junto com o Sol, disputando meus dedos.

Peludinho está castrado, vacinado e vermifugado. Parece ser um cãozinho jovem, é muito dócil e perfeito para companhia.

Como todos ali, relaciona-se muito bem com outros cães.

Suzi já foi uma cadelinha esperta, brincalhona, cheia de vida e muito bagunceira. Teve algumas oportunidades de adoção mas, talvez por sua agitação, não tenha se adaptado em casa nenhuma.

Ela foi deixada ali por uma protetora, que talvez não imaginava, na época, que ela fosse viver tanto.

O tempo passou e a cadelinha agitada e bagunceira se transformou. Tornou-se uma cadelinha mais calma e tranquila, mas também mais triste.

Está gordinha e continua carente. Ela é uma cadelinha que pula nas pessoas pedindo carinho, chegando a ficar de pé sobre as pernas traseiras. Chegava a esticar o focinho pra pedir carinho.

Está vacinada, vermifugada e castrada. Desde aquelas fotos, lá por volta de 2014, ela não mudou muito. Está mais velha, é claro, mas continua carente e carinhosa. Abaixo, a foto do meio é de 2014 e as outras duas são atuais.

Rimena foi anunciada em Setembro de 2017, quando foi resgatada prenha. Suas três filhotinhas nasceram amparadas e protegidas.

Ela é uma mãezinha de porte pequeno, muito carinhosa, que pede colo todo o tempo.

Ela foi castrada e vacinada. Está saudável e pode seguir um novo caminho.

Melissa é uma Poodle de aproximadamente 3 anos, muito dócil e carinhosa. Ela tinha donos, mas era tratada feito bicho, mantida em situação de abandono.

Ela sente muito até hoje por tudo que lhe aconteceu, principalmente pela falta de afeto dos donos.

Infelizmente, na casa de dona Tereza ela também não tem o colo que precisa. Colo é artigo de luxo em um abrigo de animais.

E, diante de tanta solidão, ela busca abrigo no ombro de outros desafortunados como ela.

É alegrinha mas, às vezes, a ficha cai e ela se dá conta de que está abandonada e que não tem mais família.

É certo que ela terá uma segunda chance, mas não deve demorar, pois tempo demais em abrigo vai retirar dela a alegria e também a beleza.

Claro que ela terá depois tempo de se recuperar, mas de qualquer forma, a adoção precisa chegar logo.

Pimpolho é o melhor amigo dos gatos. Ele foi retirado de um drogado e zoófilo, isso lá pelos idos de agosto de 2015. Ele e seus irmãos foram retirados à força do malfeitor, sob ameaça de toda espécie. Eles tremiam de medo de tudo e de todos, em razão do sofrimento e maus-tratos que sofriam.

Foram socorridos, passaram por avaliação médica, receberam as primeiras vacinas e foram castrados. Os irmãos foram doados, mas ele nunca teve um único pretendente. Na época, ele era um cãozinho bonitinho e tinha boas chances. Era pequenino, parrudinho de perninhas curtas.

Nesta nossa visita à casa de dona Tereza, nós o encontramos dentro do gatil. Aquele cãozinho bonitinho envelheceu e tem hoje alguns sinais da vida dura que teve no abrigo.

Ao perguntarmos porque ele estava dentro do gatil, a explicação foi que ele tinha um amigo gatinho e, quando se mudaram para o novo abrigo, ele chorava pra entrar no gatil e brincar com o amigo.

Desde então, passou a viver no gatil. O amigo dele não está mais ali, mas o Pimpolho fez amizade com todos os gatos e parece feliz vivendo no gatil. Junto com ele tem outro cãozinho, que igualmente parece preferir a companhia dos tigres.

Pra não deixar passar de liso, com ele nas fotos abaixo, um gatinho muito doente, precisando de cuidados e de resgate.

Nessa visita, não entramos no gatil e nem fizemos fotos dos gatos. Das próximas vezes, daremos a eles a chance de se mostrarem. Não são muitos gatos, talvez uns 10 ou no máximo 20, mas que precisam também ser vistos e, quem sabe, encontrarem a chance de um novo começo.

E como há crueldade no mundo! Chilavert tinha 4 meses quando foi resgatado. Ele estava sendo espancado por drogados, em Santa Luzia.

A ferida na cabecinha é a marca das agressões, mas o pelo cresceu e encobriu a cicatriz.

Alguns dias depois do resgate, ele já era outro cachorro, grande e forte, muito forte. Quando era pequenino, parecia um singelo vira-lata de pelo curto e boquinha preta.

Entretanto, quando cresceu, foi possível notar os sinais de seus antepassados. Ele é um Pit Bull quase puro. Recuperou-se totalmente do trauma e se tornou um cãozinho muito dócil e ótimo amigo.

Hoje está castrado, vacinado e vermifugado. Ele impõe respeito, pois parece bravo, mas é uma manteiga derretida e vive pedindo carinho.

É um cão jovem e tem menos de 2 anos. É porte grande e pode ser perfeito para companhia e também para proteção dos donos.

Entre os grandes de raça, temos ainda a Kiara, uma Chow-chow legítima. Ao contrário do que se espera da raça, Kiara é uma docilidade única.

Foi muito negligenciada e continua sendo. Apesar de toda a boa vontade, o abrigo de dona Tereza não tem estrutura pra cuidar de um cachorro como ela.

Esta semana a dona Tereza prometeu tosá-la, pra evitar eu ela pegue uma dermatite. Ela é a cadelinha mais triste que encontramos ali. É dócil e muito carente, mas triste, muito triste. Vai morrer de depressão se não sair dali.

Raí foi encontrado quase morto, jogado no lixo. Alguém realmente tentou mata-lo com muitas pancadas na cabeça e só parou o ataque porque acreditou que já tinha terminado o serviço.

Entretanto, um sopro de vida ainda estava ali e, depois de algum tempo, ele começou a esboçar reação, gemendo baixinho. Foi o sinal para que fosse descoberto e resgatado.

Recebeu os cuidados médicos mas os danos neurológicos eram intensos e profundos. Quando chegou à casa de dona Tereza, ele não andava, não latia e quase não esboçava reação.

O tempo passou e, lentamente, ele começou a se recuperar.

Hoje é este cachorro alegre, brincalhão, grande e forte. Ele deve pesar em torno de 25 quilos, está castrado e vacinado.

É um grande amigo, capaz de proteger os donos. O sorriso que registramos na foto abaixo, infelizmente, está mais apagado, pois dois dias depois que lá estivemos, dona Tereza nos informou que ele foi atacado por outros cães e está bem machucado.

Então é isso. Raí precisa de um novo começo, e longe, bem longe do abrigo onde ele está. Conforme a própria dona Tereza costuma dizer, ele está “jurado de morte” e não vai durar muito se continuar ali.

Dentre os velhinhos, Pitanga é uma das representantes. Ela não é da turma antiga. Foi resgate recente de d. Tereza, mas os pelinhos brancos não escondem sua idade.

Ela é muito alegrinha, carinhosa, muito carente e não dispensa um colo. É cadelinha pra viver dentro de casa e dividir o ninho com os donos, com direito a assistir televisão no sofá.

Isaías é o cão paraplégico do abrigo. Ele chegou por lá depois de nosso afastamento e só o conhecíamos por fotos. Chegamos a anuncia-lo há alguns anos, mas além de paraplégico, ele é médio, vira-lata e preto.

Tentamos na época dar a ele uma chance de adoção, mesmo porque, ele vivia dentro de um carrinho de supermercado e esse era motivo suficiente para sensibilizar.

A adoção não veio, mas hoje ele vive livre, se arrastando entre os demais cães.

Ele é vacinado e castrado. Com tempo, pode se tornar um ótimo amigo, mas precisa ser conquistado. Não é bravo, mas aquele ambiente estressa a qualquer um.

Claro que é uma adoção muito especial, pois um cão nas condições dele demanda tempo e dedicação dos donos.

Pierre também é antigo e continua por lá. O pelo longo dourado e os olhos expressivos não passam despercebidos. Ele é um cãozinho do bem, mas não é dos mais felizes do abrigo.

Não é justo que nenhum cão morra em um abrigo. Ele precisa de adoção, para quem sabe um dia possa correr em um jardim ou passear na rua, na coleira. É certo que ele vai adorar momentos assim.

Pierre é um cãozinho dócil e saudável. Está vacinado e castrado.

Iaiô é uma fêmea sorridente e alegre. Ela é dócil, carinhosa e não tem cerimônia com ninguém. Chega sem pedir licença e se apresenta pedindo carinho e atenção.

Pera também é alegrinha, porém de porte pequeno. Ela pode viver muito bem dentro de casa e se tornar a melhor companhia que alguém poderia ter.

Pretinha e Pretinha são duas irmãzinhas de porte médio e pelo curto e negro. Elas têm a cauda curta, mas é uma marca genética. São pretinhas bem básicas, jovens e cheias de vida, por enquanto.

Mutamba é uma fêmea de porte médio. Ela ganhou este nome por causa de suas orelhas, mas vai saber o que tem uma coisa a ver com a outra.

Embora num primeiro momento ela aparente tristeza, é uma cadelinha alegre e sempre disposta a um pouco de carinho.

Kétura é também uma menina de aproximadamente uns 3 anos, dócil e triste.

E se cães doentes são o resultado de nossa indiferença e falta de compaixão, não poderíamos deixar de fora esta cadelinha abaixo. Não sabemos o seu nome, mas as fotos revelam o bastante. Em resumo: ela está morrendo e precisa ser salva.

Precisa sair dali e, depois, precisará de todo o resto. Pra ela falta tudo, até esperança de dias melhores.

Pita parece um Lhasa Apso, mas ele é grande, bem grande, e deve pesar mais de 20 quilos. É um belo lobo da neve, agitado e brincalhão.

Durante o tempo que tentei fotografá-lo, ficou pulando e mordiscando minhas mãos, às vezes reclamando a minha falta de atenção.

Joaninha também é antiga ali e foi fotografada por nós, por volta de 2016. Ela era um caso complicado. Não se aproximava e costumava morder. Cheguei a levar algumas mordidas dela das primeiras vezes que lá estive.

Entretanto, depois da segunda ou terceira vez que estive lá, ela começou a me receber com festa, pulando e pedindo carinho.

Muito tempo passou e ela não se lembra mais que fomos amigos um dia. Dessa vez, ficou me olhando de longe e não se aproximou. Com o tempo, espero conquistar novamente sua amizade.

Átila é um mestiço de Golden Retriever. Ele é outro exemplo do estrago que um abrigo pode causar a um cão. Ele chegou ao abrigo bem debilitado e chegou a se recuperar, mas a adoção não veio e o tempo o destruiu.

Abaixo, as primeiras fotos, feitas em Janeiro de 2017, pouco depois de ter sido resgatado.

As últimas são as fotos atuais. Ele está ficando cego, e vai perder a visão sem nenhuma avaliação médica, nem mesmo pra saber se o problema é reversível.

Não dá pra culpar ninguém por isso. Com tantos animais pra cuidar, o problema do Átila não é prioridade. Por isso ele precisa de uma adoção pra lá de especial, que o trate com a prioridade que ele precisa.

Lobinho foi abandonado amarrado no arame em um lote vago. Ele ainda está bem bonitinho. O tempo vai se encarregar de tirar dele toda essa beleza.

Parece um mestiço de Collie, de pelo liso e longo. Está castrado e vacinado.

Ortega é uma linda cadela de porte médio a grande, muito bonita e dócil. Tem malhas e pintas que a deixam inconfundível.

Ela espera por adoção desde maio de 2016. São 4 anos e os sinais dessa angústia já aparecem.

Outros não tivemos tempo de conhecer ou de anotar nomes. Nas próximas visitas, vamos nos ambientando e conhecendo cada um deles.

Os gatos também não receberam a merecida atenção, pelo menos nesta visita. Mais adiante, vamos apresentando cada um deles, para que também possam sair dali.

Abaixo mais alguns rostos, ainda sem nome pra nós. É importante explicar que todos têm nomes. Dona Tereza conhece cada um deles. Nós é que não tivemos tempo ou condições de anotar e guardar todos.

Contatos para adoção:

Flávia: (31) 9 8361.1024. / Bruna: (31) 9 8928.7081. / Gisele: (31) 9 9256.6960.

Ana Paula: (31) 9 9311.4904. / Cristianeli: (31) 9 9964.4572.

Ana Paola: (31) 9 9926.3999.

Fone fixo: (31) 3477.7602.

E-mail: apaolamoura@hotmail.com / crispim@oloboalfa.com.br

Quem desejar ajudar financeiramente, pode fazer o depósito diretamente na conta de d. Tereza.

Caixa Econômica Federal / Agência: 1746 / Conta Poupança: 112087-6 / Operação 013

Favorecido: TEREZA CARLOS VIEIRA – CPF N. 763.578.306-82

Comentários / Mais informações sobre o anúncio devem ser obtidas com os anunciantes, no telefone ou e-mail indicados acima.