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O grito de socorro vinha de longa data e partia de um filho preocupado com a mãe, já adoentada e que recusava-se a doar seus animais.

O ambiente era insalubre até mesmo para os animais. Tudo isso agravava ainda mais o estado de saúde da mãe.

Os riscos de contaminação, com fezes de ratos espalhadas por todos os lados, era grande até mesmo para pessoas saudáveis, ainda mais a uma senhora já debilitada e com dificuldade de locomoção.

Tudo havia sido tentato, de polícia a assistentes sociais. Conselho tutelar e outras autoridades de fiscalização sanitária já tinham sido acionadas, mas o caso era urgente demais e a resistência daquela senhora fechava as portas para qualquer ajuda que chegasse.

Os animais já não tinham mais vida. A comida, que também faltava aos humanos, era escassa e sempre disputada com os roedores que insistiam em viver por ali, mesmo sabendo que não era bem vindos.

Um ambiente tumultuado e entulhado como aquele era insalubre e impunha muitos riscos àquela senhora, que já se movimentava com dificuldade, até mesmo dentro de casa.

A sujeira de fezes por toda a casa era um risco a mais, não apenas pelo mau cheiro e pelas condições insalubres, como também pelo risco dela escorregar.

Acidentes ali não eram apenas possíveis, mas esperados. E foi o que aconteceu. Uma queda dentro de casa lhe fraturou alguns ossos e ela foi levada às pressas para o hospital, onde segue em tratamento. Passou por delicada cirurgia, mas a condição já debilitada, aliada à baixa resistência, têm feito da recuperação dela uma luta.

Os médicos foram categóricos ao alertarem de que o ambiente precisa ser transformado. Algo precisaria ser feito, pois ela, ao sair do hospital, necessitará de um ambiente com o mínimo de segurança e higiene pra se recuperar.

E foi aí que o filho, mesmo arriscando se indispor com a mãe, decidiu tomar atitude. Buscou ajuda e encontrou uma equipe disposta a transformar vidas.

A primeira medida seria esvaziar a casa, retirando lixo, entulho e, claro, os animais que insistiam em continuar vivos. O cheiro forte de decomposição levantava a suspeita de que o socorro havia chegado tarde para alguns, mas, neste primeiro momento, não foi possível descobrir tudo o que estava por baixo da sujeira a ser removida.

O resgate, autorizado por um filho preocupado, foi executado por voluntários da Academia Das Pedras, especializada em esportes de aventura. Equipamentos especiais não foram necessários, apenas muita paciência e amor pelos animais.

E, logo no início dos trabalhos, a atenção se voltou para alguem especial: Esquecida em um canto, uma Pit Bull com grave enfermidade nos olhos, quase cega, que respirava por insistência.

Apesar do tamanho, ela estava fraca demais pra opor resistência. Além do mais, havia ali uma cadelinha de colo, dócil e assustada. A ração não era suficiente pra todos e, sem enxergar direito, era talvez uma das que comia menos que o necessário. E claro que, em condições assim, ela poderia até mesmo matar, pois onde falta comida, o canibalismo surge para alimentar o instinto de sobrevivência.

Ela recebeu o nome de Vovozinha e foi resgatada pelos amigos da Clínica Veterinária Bem Cuidar. A Clínica não apenas ofereceu a ela os primeiros cuidados, mas efetivamente a assumiu.

Cuidará dela, lhe dará lar temporário e tudo que ela precisar, até que surja pra ela uma adoção que faça a diferença.

Além disso, a Bem Cuidar, que também distribui os produtos da NatuPet, garantiu um kit completo de produtos para que fossem usados nos Poodles.

Depois do primeiro banho, de uma boa refeição e de todos os demais cuidados, com castração, vacinas e vermífugo, podemos dizer que a Vovozinha está no caminho certo. Ela já teve vida longa, mas não foi uma vida de qualidade. Faltou muita coisa, passou muitas necessidades.

Ainda não está pronta, pois os primeiros exames acusaram de tudo um pouco. Passará por exames mais aprofundados e, possivelmente, precisará de alguns tratamentos.

Ela é sociável com outros animais, mas é claro que levará um tempo até entender que a vida mudou. Quem a receber, terá uma verdadeira amiga em casa. Queremos pessoas dispostas a transformar a vida dela.

A vida pra ela não será longa, pois ela já viveu muito. Mas precisa ter qualidade no tempo que resta. Precisa aprender coisas que ainda não conheceu, como afeto, conforto e carinho.

Uma pena, mas num lugar com tantos cãezinhos frágeis, uma das mais debilitadas era exatamente a Pit, e tudo indica que chegou por ali novinha, quando tinha uma vida inteira pela frente. Infelizmente, essa vida inteira nunca chegou pra ela, ou melhor, chegou mas de uma forma triste e sofrida.

Sabemos que nenhum resgate é em vão. Sempre há tempo, mesmo que seja pra recomeçar mais forte, em outra vida. Se, para a Vovozinha o resgate demorou um pouco, para outros, a sorte foi maior.

Em um canto, havia uma fêmea com frilhotes. Ela se escondia e tentava esconder seus filhos, como se os protegesse do mal, sem perceber que o mal estava por todos os lados.

Se a mãe chegou a experimentar o sofrimento daquele lugar, os pequeninos teriam uma chance diferente, pois nem sequer haviam aberto os olhos.

Deixaram aquele canto frio e ganharam uma caminha improvisada em uma caixa de papelão e paninhos bem limpos e confortáveis, longe dali.

A mãezinha, que está sendo chamada de Chimbica, é uma pretinha bem pequenina. Ela também ganhou um banho de Pet Shop e já se mostra mais confiante na vida.

Está em um lar temporário, amamentando seus três lobinhos em segurança. Logo teremos mais 4 vidas muito especiais pra encaminhar.

Infelizmente, além desses casos estremos, outros 15 adultos, aproximadamente, precisavam ser retirados dali, mas, no primeiro momento, tivemos autorização pra remover apenas 6 cães.

Eram três machos e três fêmas, todos poodles bem pequenos e muito assustados.

Outros, três Cockers e mais alguns Poodles, precisarão aguardar uma próxima oportunidade de resgate.

Os primeiros seis resgatados foram levados para a Cão Viver, onde passaram por exames e foram vacinados e vermifugados. Serão castrados e disponibilizados para adoção.

Não sabemos a idade deles e nem por quantos anos eles viveram sem conhecer os cuidados de cachorrinhos de colo. Mas o fato é que as coisas começaram a mudar.

A primeira providência era banho e tosa, pois estavam muito sujos e embolados. E pra isso, toda a equipe da Toca do Lobo se apressou a dar a eles um dia de príncipes e princesas.

Eles nunca tiveram nada e não exigiam muito, mas, mesmo assim, tiveram o direito de experimentar produtos da linha NatuPet, aqueles mesmos que tinham sido doados pela Bem Cuidar.

Foi um dia realmente especial para os seis sortudos.

O mutirão de banho seguiu animado, para os voluntários. Para os pequeninos, mesmo não gostando muito de banho, dava pra notar que se sentiam aliviados.

Fizeram também uma grande faxina nas orelhas, com remoção de sujeira e de excesso de pelo. Enfim, receberam cuidados que ainda não conheciam.

Dred ganhou este nome não por acaso. Ele é um machinho cinza e, de tão embolado, ele era um Dred só. Seu pelo saiu inteiro e pesava mais que ele próprio.

E ele se animou todo quando os voluntários disseram pra ele: _Está na sua hora de nadar.

Ficou quietinho durante o banho, sentindo na pele sensações que há muito não sentia.

Ele mal aguentava esperar que a banheira fosse desoculada. Teve que ser contido pra não pular dentro dela e entrar na festa.

Eram apenas meia dúzia de lobinhos, mas deram muito trabalho. O pelo embolado e muito rente à pele era um risco grande de ferimentos.

Alguns tinham sinais de que dermatites severas já começavam a se formar. Por sorte, a retirada do pelo pôde, finalmente, interromper o processo inflamatório, antes que feridas fossem abertas.

Embora assustados, eles estavam, claramente agradecidos.

É claro que o apelo do Dred foi atendido. Afinal, aquela banheira era grande demais e havia ali gente disposta a se desdobrar, pra dar banho em três cachorros ao mesmo tempo.

Aos poucos, as transformações começaram a acontecer. De cãezinhos embolados e muito fedidos, surgiram lobinhos de colo, daqueles habilitados a dividir a cama com os donos.

Eles nasceram e evoluíram pra isso. Não seria justo que vivessem naquelas condições.

E depois da passagem das fadas madrinhas, o que se via era uma matilha de Poodlinhos, todos limpinhos e cheirosos.

Ganharam um canil bem limpinho, como nunca tiveram. Claro que estavam assustados e tremendo muito de medo.

Dali em diante eles estariam sob os cuidados de dois médicos, Drs. Thiago Dutra e Camilla Jannuzzi, veterinários da Cão Viver, que receberam a missão de dar a eles os cuidados e a atenção que precisavam.

Diante das primeiras visitas, havia aqueles que se refugiavam na casinha, tremendo de medo, e aqueles que, mesmo tremendo de medo, se aproximavam com o rabinho entre as pernas, carentes de afeto.

Nada podia ser mais triste que ver aqueles cãezinhos lutando internamente entre o medo e a carência. Em alguns, o medo falou mais alto, mas em outros, a carência gritava.

Um machinho branco chamado Gil foi o primeiro a vir no colo e, atrás dele, Lolita e Dred.

Eles tremiam de medo o tempo todo, mas a necessidade de afeto era grande demais pra deixarem o medo dominar.

E com tanta necessidade de colo, foi preciso aproveitar e abusar um pouco da boa vontade deles.

E valia tudo. Afinal, apesar de todos os cuidados, eles precisavam de adoção urgente, para que ganhassem uma casa, uma mãe carinhosa e pudessem, finalmente, esquecer o passado e retomar o caminho.

E pra despertar esse instinto de proteção nas futuras mães dessa turminha, decidimos abusar dos acessórios.

Eles resistiram um pouco mas logo se renderam aos afagos que eram oferecidos em troca de um pouco de paciência para a maratona de fotos e figurinos.

E eles se mostraram pacientes e resignados, mesmo diante do mal jeito das camareiras.

_Qual é? Tanto esforço pra isso?

O Gil aceitou melhor. Estavam felizes por ganharem colo e carinho, mas o olhar triste era um misto de saudade com uma vida inteira de carências.

Dred também aceitou os figurinos sem reclamar.

Lolita, desde os primeiros instantes, foi a mais receptiva. Ela ainda tem medo de se aproximar, mas pede colo com o rabinho entre as pernas.

O medo deles não parece ser sinal de que apanhavam. Parece mais carência, pois viveram tempo demais em numerosa matilha. Naquela casa não havia colos pra tantos animais.

Tempo e paciência são santos remédios para alegrar lobinhos.

Gil, Lolita e Dred encantarão qualquer um que os conhecer. Os outros três precisarão de mais paciência e, pelo menos neste momento, ainda são adoções especiais.

Elas já podem ser adotados, mas devem ser adotados em duplas, ou por pessoas que já tenham outros cães.

São cãezinhos de matilha, que viveram tempo demais em grupo. Eles precisam da proteção de uma matilha e poderiam até morrer de depressão se forem mantidos sozinhos.

Os adotantes que vierem precisam entender isso e não insistir.

Enquanto a socialização se desenrolava no solário com direito a afagos nas orelhas, dentro do canil, as coisas continuavam como antes.

Na casinha, continuavam escondidos os outros três da matilha, um machinho chamado Billy e duas meninas, que ainda não ganharam nomes.

Estávamos tentando fotografá-los, quando algo inusitado aconteceu. Os três mais oferecidos vieram, pularam no colo e correram pra dentro da casinha, como se chamassem os outros: _Podem vir. Eles são legais.

E, de repente, o chamado foi atendido.

Um focinho pra fora, depois meio corpo e, em alguns minutos, estavam os medrosos se aproximando e aceitando uma oferta de carinho.

Mais tarde, o Billy resolveu se unir ao Gil pra conhecer os novos amigos.

As meninas brancas continuavam assustadas, mas dando sinais de que aquele medo todo se dissiparia, tão logo encontrassem uma casa onde se sentissem seguras.

Eles são animais de matilha e precisam da companhia de outros cães.

Enfim, estavam prontos para um novo começo. O sucesso das crianças foi tanto que o pessoal da Bem Cuidar decidiu contratá-los como modelos pra fazerem propaganda dos produtos da NatuPet.

Já podem ser adotados e têm pressa. Estão na Cão Viver, onde tem feira de adoções quase todos os dias.

Cão Viver: Rua 1º de maio, nº 165, Bairro Braúnas, Contagem.

Horários: 3ª a 6ª, das 14 as 16 hs / Aos sábados, das 13:00 as 16:00 hs

Contato também pelo e-mail: contato@caoviver.com.br

Levar cópia de identidade, comprovante de endereço e uma colaboração mínima de 50,00 para as despesas de vacinas e castração.

Lembrando que, além desses, a Cão Viver tem outros 120, legítimos vira-latas, que esperam há anos uma oportunidade de conhecerem uma família.

Os animais precisam também de padrinhos e madrinhas para ajudarem a arcar com os custos de todos os cuidados recebidos.

Saiba como clicando no banner abaixo.