Seu nome foi Pretinha por 8 anos, mas decidimos começar a chama-la de Tininha, e já tem aprendido.

Ela é uma Pinscher de apenas 3,2 quilos. É velhinha e tem por volta de 8 anos. É castrada, vacinada e microchipada.

Está saudável e pronta para adoção. Também tem exame negativo para Leishmaniose e será entregue com a Leishtec iniciada.

 Não será doada para ficar em corrente, mesmo porque, seu pescocinho não suporta o peso de uma.

Ela é dócil, muito carinhosa e, como qualquer Pinscher, precisa de alguns minutos para ser conquistada. No caso da Pretinha, o segredo é um pedaço de bolo. Ela faz até piruetas por um pedacinho.

Ela viveu os 8 anos de vida tendo tutores que sempre cuidaram muito bem dela. Dormia dentro de casa, com direito a mimos próprios da espécie dos lobos miúdos.

Entretanto, uma dessas reviravoltas da vida deixou a Pretinha órfã de donos vivos. Seus pais humanos adoeceram e perderam totalmente a condição de cuidar dela.

Decidimos então resgatá-la, junto com outro amigo, chamado Getúlio, que também vivia por lá, em um canil.

Decidimos também passar a chama-la de Tininha. Combinava melhor com ela, que aos 8 anos, já não era mais tão pretinha. Ela estava ficando branca com o passar dos anos.

Tininha chegou na clínica veterinária assustada, com muito medo, arredia e triste. Afinal, aquela mudança, na cabecinha dela, era mais um abandono.

Ela e Getúlio chegaram por aqui e cuidaram de percorrer o território, tentando assimilar as mudanças que, pra eles, não eram bem-vindas.

Apesar da tristeza daquela mudança, Tininha parecia bem. Não se aproximava e não aceitava muita interação com as pessoas, mas o segredo, em casos assim, é apenas dar a ela o tempo que precisa.

Ela correu o jardim, interagiu muito bem com a matilha local e deixou claro que, com os outros lobos, ela ficaria de boa.

Sabíamos que ganhar a confiança e a amizade dela era só uma questão de dias. Pinschers são mesmo muito carinhosos e se afeiçoam verdadeiramente aos donos.

E bastaram 2 dois para que ela começasse a aceitar os afagos das mãos que a alimentavam. No primeiro dia, não quis comer e ficou todo o tempo demonstrando a angústia que aquela mudança lhe causava.

Essa angustia desaparecia na hora das expedições com a Hanna. As duas deram-se muito bem e passaram a correr juntas pelo gramado.

E como já era de se esperar, 4 dias após a sua chegada ao nosso território, ela já vinha no colo e brincava de mordiscar os dedos humanos.

Ela está para adoção e, um dia, deixará nosso território, com o mesmo sentimento de abandono. E que seja recebida por uma família que a faça entender que, finalmente, encontrou seu lugar no mundo.

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