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Este filhotinho é o Pingo. Ele nasceu amparado e protegido. Tinha cama quente e seca. Viveria em companhia de sua mãe, pai e mais 4 irmãozinhos, até que pudessem ser adotados.

Mas seus donos decidiram doá-los assim que completaram 30 dias, porque estavam comendo demais. Não temos notícias se seus irmãos sobreviveram. O Pingo viveu por quase 3 meses em companhia de sua adotante, até que esta decidiu devolvê-lo.

Ele precisaria de um novo dono e, dessa vez, que fosse um pouco mais que isso. Tiramos as primeiras fotos e o anunciamos. Depois o trouxemos para casa onde recebeu um tratamento para a infestação de carrapatos que o havia atingido. Também teríamos a oportunidade de testar a sua socialização com outros cães.

Esperávamos receber um filhotinho triste, abatido e com dificuldade de socialização. Mas, ao contrário, ele chegou com energia saindo pelas orelhas. A adaptação à nossa matilha foi instantânea.

Pingo 1

Tampouco demonstrava medo, nem mesmo de cães maiores. Em questão de minutos já se sentia em casa. Já era o macho alfa de uma estruturada alcateia. Como nossa matilha é formada apenas por fêmeas, pensou o Pingo que tinha chegado ao paraíso. Era só crescer um pouco mais e fazer a festa.

Também demonstrou gostar muito de brinquedos, embora ele nunca tivesse tido um.

Pingo 2

Mas ele estava apenas de passagem. Depois de brincar, comer e descansar um pouco, dormindo debaixo do carro, na garagem, estava o Pingo pronto para esperar pela adotante ideal.

E a adotante veio com tudo que ele merecia. Quando a Jane chegou para buscá-lo, percebemos que ali não se tratava apenas de uma adoção. O “encontro” aconteceu bem na nossa frente. Pingo estava agora no território onde deveria ter nascido.

Em breve, ganhará um companheirinho canino e, quem sabe, um irmãozinho humano. Há alguns dias, recebemos as primeiras fotos do Pingo, em seu novo território, com direito a lencinho no pescoço e muitos brinquedos.

Obrigado Jane, por essa acolhida, e que esse lobinho só lhe traga alegrias.