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Uma história de arrepiar

Numa tarde de Domingo, um carro de luxo estaciona em frente a uma praça do bairro Alípio de Melo, na Avenida dos Engenheiros. Dentro dele, um casal briga e discute. As pessoas que assistiram a cena não conseguiam ouvir, mas percebiam à distância que se tratava de uma discussão.

Depois de alguns minutos, a porta de trás se abre, e de lá sai uma criança de uns 10 anos, com um embrulhinho branco nas mãos. Deixa cuidadosamente o “embrulho” na grama, volta para o carro, e partem.

O “embrulho” era na verdade a Estopinha que aparece nas fotos.

A cadelinha permaneceu imóvel, sem sair do local, por uma semana, esperando o retorno de seus donos.

Depois de 4 dias, sem comida ou água, as pessoas que presenciaram a cena lembraram-se de que a pequena precisava comer, e passaram a oferecer-lhe comida e água, mas a esta altura, já estava muito desidratada e desnutrida.

Quando a história chegou ao conhecimento de uma protetora da região, o resgate foi imediato. Permaneceu internada por várias semanas, até se recuperar completamente. Apesar do abandono, mostrava ter muita afinidade com crianças, sinal de que tinha relação de grande afeto com a criança que era sua dona, e que foi obrigada a abandoná-la.

Foi adotada por uma família que a recebeu com os braços abertos. Alguns pretendentes à adoção chegaram a visitá-la, mas a Estopinha não era uma cadelinha bonitinha. Ao contrário, era muito feiinha. Mas foi melhor assim, pois acabou sendo guardada para as pessoas certas, que não se importaram com seu aspecto físico, e, de presente, ganharam uma doce criatura.

Ficou para aqueles que participaram do seu resgate, a indignação com a forma como foi abandonada. Este caso, mais que um caso de abandono, mostrou a história de uma criança, ainda em formação, sendo obrigada a participar diretamente daquele desfecho. Para sua antiga dona, ficará o trauma, ou o que seria pior, o mau exemplo. Torcemos para que ela consiga superar, e que tenha um espírito superior, incapaz de repetir a irresponsabilidade e crueldade de seus genitores.

Aos adultos que cometeram este absurdo, o nosso mais profundo desprezo.

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À família que a recebeu, nossa admiração e sincero agradecimento.