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MANUAL DO ADOTANTE

 

            A adoção de animais abandonados ou resgatados exige, por parte do adotante, alguns cuidados.

            Neste manual, são passadas algumas informações úteis e recomendações ao adotante.

          PERFIL DO ADOTANTE.

            Animais resgatados ou abandonados costumam trazer um histórico de maus tratos, abandono, carências e outras.

            O adotante precisa estar disposto a receber o novo animal, proporcionando-lhe uma vida digna, convívio social satisfatório, alimentação de boa qualidade, vacinação, vermifugação, controle de parasitas, consultas veterinárias, necessitando, sobretudo, ser pessoa que GOSTE REALMENTE DE ANIMAIS.

          DA SAÚDE.

            Um animal resgatado, normalmente, antes de ser disponibilizado para doação, é submetido a rigorosos exames de saúde. Alguns são vacinados, vermifugados e até castrados. Portanto, não há razão para qualquer preconceito, sendo os animais resgatados, muitas vezes, tão saudáveis quanto animais adquiridos dos melhores e mais responsáveis criadores.

            Cães abandonados, ou com histórico de maus tratos, não costumam guardar traumas, podendo ser readaptados e socializados em questão de dias. Na maioria das vezes, o processo de descontaminação e re-socialização com humanos, ou com outros animais, ocorre com o protetor que o resgatou, e quando disponibilizado para adoção, já está totalmente recuperado. Cães esquecem e perdoam com facilidade.

            Recomenda-se uma consulta a um veterinário de confiança do adotante, imediatamente após a adoção, para que sejam recebidas as orientações iniciais, sobretudo no tocante às opções de vacinação e controle de parasitas.

            Existem no mercado vacinas para quase todos os tipos de doenças caninas, inclusive contra a Leishmaniose.

         SOCIALIZAÇÃO

            Em média, um cão leva aproximadamente uma semana para se acostumar a um ambiente novo.

            Portanto, comportamentos arredios, demonstração de medo, insegurança, agitação, e em casos mais graves, tentativas de fuga e agressividades (sobretudo para defender a comida), podem ser esperados em um cão adotado, nos primeiros dias.

            Estes comportamentos não refletem a personalidade do cão, sendo dissipados em poucos dias.

            Infelizmente, muitos cães adotados são devolvidos no dia seguinte, porque faltou ao adotante a paciência de esperar o tempo de socialização natural do animal. Com histórico de maus tratos, é natural que, sempre que trocar de casa, o cão leve alguns dias para voltar a confiar nos novos humanos.

            A família adotante precisa dispensar ao novo amigo paciência, tempo, e sobretudo muito carinho.

            Passada a fase de adaptação, o animal se mostrará receptivo e adotará a personalidade e postura que lhe forem permitidos.

          DA GUARDA.

            O adotante deve assumir o compromisso de propiciar ao animal adotado (e a qualquer animal de estimação), local seguro, capaz de evitar fugas, boas condições de alojamento, alimentação, higiene e saúde, assim como, espaço físico que possibilite o animal se exercitar.

            É natural que um animal adotado tente fugir nos primeiros dias. Este cuidado deve ser intensificado nas primeiras semanas.

            Nenhum animal deve ser mantido isolado, preso em corrente ou confinado em espaço pequeno, sem luz e aeração adequadas e, em hipótese alguma, ser tratado com violência.

            O animal adotado não deve ter a sua posse transferida a outrem, sem o conhecimento do doador, devendo o adotante entrar em contato com o doador para definição quanto a seu destino.

          PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS.

            Qualquer animal tem a necessidade de praticar exercícios físicos regularmente, sendo necessários passeios diários de no mínimo 30 minutos (ou mais, dependendo do animal).

            A falta de atividade física tornará qualquer animal ansioso, nervoso, podendo apresentar comportamentos inadequados, como agressividade, com humanos ou outros animais, ou hábito de morder e destruir objetos e móveis.

            Os sintomas acima mencionados são sinais de que as atividades físicas do animal estão insatisfatórias, devendo o tempo de caminhada ser gradativamente aumentado, até que os sintomas desapareçam.

            Embora esta regra valha para qualquer cão, adotado ou não, os cães resgatados, que viviam soltos pelas ruas, tinham, antes da adoção, muito espaço à sua disposição, estando, assim, mais sujeitos aos transtornos do confinamento.

            Recomenda-se, também, a colocação de coleira com identificação (nome e telefone). Muitos animais encontrados nas ruas não foram abandonados, mas se perderam de seus donos. Isto causa grande sofrimento, não apenas ao animal, que às vezes era bem tratado e mantinha grande amizade com os donos, como também às pessoas, que perdem seus animais.

            Se ainda não encontrou tempo para comprar o pingente e mandar gravar o telefone, improvise a identificação com esparadrapo preso à coleira, escrito a caneta. Já foram encontrados muitos cães perdidos com este tipo de identificação.  É provisória, mas funciona.

          DA ESTERILIZAÇÃO.

            Recomenda-se a esterilização dos animais, caso o doador já não o tenha feito. Este procedimento contribui para o controle da população de animais domésticos, sendo ainda extremamente benéfico ao animal, prevenindo um sem número de enfermidades, tornando o animal mais calmo, mais sociável, e portanto, mais feliz.

            Nas fêmeas, evitam os indesejados cios, evita gestação psicológica, morte no parto e pós parto e enfraquecimento dos ossos, previne o câncer de mama, de ovário, infecções uterinas e doenças venéreas.

            Nos machos, diminuem as fugas atrás de fêmeas no cio e as brigas com outros animais, deixam de latir excessivamente, diminui o odor da urina e o hábito de marcar território, evita câncer de testículos, próstata e doenças venéreas.

            Para os donos, evitará crias não desejadas, mordidas, brigas, fugas, uivos noturnos, cheiro forte de urina e problemas com vizinhos. Seus animais serão mais saudáveis, viverão mais e serão mais guardiões e companheiros.

          DA PROCRIAÇÃO.

            Um animal jamais deve ser utilizado como reprodutor. O comércio de vidas é prática abominada.

         DEVERES DOS PROPRIETÁRIOS.

            Esterilizar/castrar seus animal de estimação, fêmea ou macho.

            Alimentar adequadamente o animal.

            Manter água fresca e limpa durante todo o dia.

            Oferecer um abrigo confortável – Casinha e cobertor.

            Dar carinho, afeto e atenção.

            Nunca mantê-lo acorrentado ou amarrado.

            Manter o animal dentro dos limites da casa ou quintal.

            Cuidar da saúde do animal por meio de visitas ao veterinário para vacinas, vermífugos, e outros cuidados.

            Manter coleira de identificação no animal.

            Passear com frequência com seu animal, sempre usando coleira e guia.

          ADOÇÃO DE FILHOTES.

            No caso de filhotes, a socialização com a nova família ocorre quase que instantaneamente. Entretanto, nos primeiros dias, é esperado que o filhote chore quando deixado sozinho, sobretudo à noite. Com a mãe, costuma mamar à noite, e o choro é um pedido de comida, ou demonstração de desconforto, por frio, calor, ou solidão.

            Nos primeiros dias, a alimentação deve ser a mesma recomendada e utilizada pelo doador, para não provocar alteração na rotina dos filhotes. Mudança na alimentação, sobretudo após o desmame, pode provocar diarréias, vômitos, ou mesmo desnutrição.

            O hábito de brincar, mordendo objetos, ocorre assim que nascem os primeiros dentes, e permanecem até que a dentição esteja toda trocada. A troca dos dentes ocorre entre os 4 e 6 meses.