Marley é um Pinscher mix de 5 quilos. É um caso extremo e muito urgente.

Marley, que por algum tempo foi chamado de Bravinho, é uma adoção muito especial. Seguramente, é o caso mais difícil do “Campo dos Pinschers”.

Desde o dia do resgate, em Setembro do ano passado, ele permanece assim, como mostrado nas fotos: encolhido em um canto e sem aceitar contato humano. O toco de rabinho que sobrou depois da caudectomia feita na tesoura e sem anestesia, está sempre entre as pernas.

Precisamos de ajuda, pois não sabemos mais o que fazer pra socializa-lo. Ele não ataca ninguém, mas apenas foge. Precisa de tempo (muito tempo) e paciência, mas precisa também de uma casa movimentada, com outro cachorro e pessoas, para que ele tenha contato frequente com gente.

E que a aproximação aconteça no tempo dele, sem desgastes.

Já falamos superficialmente de casos semelhantes por aqui, e talvez um dia possamos discorrer mais detalhadamente. O Marley é um exilado da China. Alguns animais que viveram aquele “holocausto” estão renascendo aqui.

Não há nada mais triste que ver o pavor nos olhos dele, diante de qualquer aproximação. Tudo é complicado: Não conseguimos medicar, vacinar, examinar e nada que exija algum tipo de manejo, por menor que seja. Nem com petiscos ele aceitava medicamento.

O tempo passou e oito longos meses depois do resgate, ele começava a se libertar. Já comia na mão de sua tratadora, mas fugia ao menor sinal de interação.

Talvez um dia ele se torne um cãozinho de colo, mas é certo que vai levar muito tempo. Será preciso tempo e paciência.

Abaixo, junto como Testinho, um dos amigos que foi resgatado junto com ele.

ATUALIZANDO: O Marley conquistou uma família muito especial, que sentiu o desejo de fazer algo por ele, dando àquele cãozinho sofrido a vida que sempre deram ao outro cãozinho da casa.

Então, a adoção aconteceu, com todas as recomendações e alertas.

No primeiro dia na nova casa, ele não saiu da área de serviço e, quando tentava se aventurar pela cozinha, notava a presença de pessoas e voltava correndo para o refúgio.

No segundo dia, seguindo o exemplo de seu irmãozinho, com quem, aliás, se deu muito bem, ele já entrou e se deitou no sofá pra assistir televisão, não se importando com a família que ocupava o sofá ao lado.

No terceiro dia, já estava esparramado sobre a cama. Recebemos estas fotos abaixo.

Este não foi um final feliz como outros. Não foi exatamente uma adoção. Tecnicamente, foi um resgate. Essa família salvou a vida do Marley. Não há exagero nisso e nem melhor definição para o que fizeram.

Resta-nos agradecer à Renata e toda a sua família, por uma acolhida tão especial.

Os horrores que ele viveu, seja na China ou aqui, estão definitivamente enterrados. Valeu, Renata!

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