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Dois irmãozinhos frajolas, de apenas 2 meses de vida, estavam definhando pelas ruas, ora se escondendo debaixo de carros, ora em canos de esgoto.

Refeição era algo que eles não faziam há muito tempo. As costelinhas, ainda bem flexíveis e finas, estavam espetando as mãos de quem tentava lhes acariciar.

Era urgente alimentá-los e abrigá-los. O resto viria depois.

Infelizmente, nossa casa é território de lobos e não temos recintos apropriados para tigres.

Tivemos que improvisar um banheiro, abafado e quente, pra que eles pudessem ficar em segurança.

São dois irmãozinhos que estão sendo chamados de Cebolinha e Mônica. O Cebolinha é o menino com manchinha branca entre os olhos.

A Mônica é mais pretinha, com manchinha no peito e uma gravatinha borboleta logo abaixo do focinho, que se parecem com os dentinhos da personagem dos quadrinhos.

Os dois passaram por avaliação médica, foram medicados e estavam em ótima forma. Passaram também por um regime de engorda, que durou apenas alguns poucos dias. Ganharam alguns gramas e em pouco tempo já estavam gordinhos e espertos.

Foram vermifugados e iniciaram a vacinação com a quíntupla, que previne também contra a Leucemia felina.

Tudo pra eles é motivo de brincadeira.

Cebolinha é o mais ativo e brincalhão, enquanto a Mônica é a mais carinhosa. Ela adora um colo e parece um motorzinho ligado.

Por aqui não temos arranhadores e nem ambientes adequados para gatos, mas com boa vontade, é possível improvisar algo.

Bichinhos de pano ou pelúcia também são muito apreciados.

E, quando os bichinhos e arranhadores não bastam, eles brincam com qualquer coisa, de chinelos a pés descalços.

Em último caso, brincam sozinhos também. O ideal pra eles seria uma adoção conjunta, pois eles brincam o dia inteiro, mesmo estando sozinhos.

Poderiam ser doados separadamente, mas acreditávamos que a vida se encarregaria de preparar algo especial para ambos.

E as aventuras deles não paravam. Receberam a segunda dose da vacina no dia 12/01/2018 e, algum tempo depois, foram também castrados.

Alguns dias depois, foram transferidos para um gatil bem legal, onde experimentaram a companhia de Vitório e de seus irmãozinhos. Ali ficaram por mais algum tempo, à espera da adoção. Já estavam com todas as doses da vacina, vermifugados, castrados e com exames negativos para Fiv/Felv.

Um dia, dois amigos, Patrícia e Bruno, mãe e filho, decidiram que a família precisaria crescer um pouco. Decidiram então que o casal seria perfeito pra eles.

Numa tarde de quinta-feira, eles se prepararam pra receber as crianças mais simpáticas da história. Os brinquedos e arranhadores estavam todos ali, mas eles deixaram a caixa de transporte bem desconfiados, o que não era comum pra duplinha mais animada do mundo.

Aos poucos, a curiosidade venceu o medo e eles começaram a se soltar.

Não faltou empenho dos novos pais, para que eles se sentissem em casa. Adotaram também o Chico, o macaquinho de pano, que por algum tempo foi o melhor amigo das crianças.

Não conseguimos as melhores fotos no dia, porque os meninos estavam mesmo desconfiados.

Contudo, no mesmo dia, mais tarde, recebemos as primeiras fotos, dando notícias da adaptação.

E assim, terminamos mais uma história com final feliz, graças à adoção. Outras fotos e outras notícias virão, e que possamos atualizar essa história por muitos anos.

Se é pelo exemplo que transformaremos o mundo, que esse exemplo possa transformar a vida de outras Mônicas e outros Cebolinhas que ainda esperam por adoção nos abrigos.

Fica aqui nosso muito obrigado à Patrícia e ao Bruno, por tão especial acolhida. Que estes meninos levem à casa de vocês muita alegria e um pouco de bagunça também.

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