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No canil nº 12 da Cão Viver vivia um casal de lobos. Eram pretos, porte médio, mestiços de tudo que se possa imaginar.

Queríamos dar a eles melhores chances, mas não conseguimos sequer descobrir seus nomes verdadeiros.

Imaginamos quantos animais morrem nos abrigos, sem deixar amigos saudosos. Tornam-se números de estatísticas. Tristes números.

Sempre nos comovem aqueles que têm menos chances. Ficamos imaginando que teria uma fila de pretendentes, se fossem brancos, peludos, pequenos, de raça. Triste o nosso preconceito, nossa insanidade. A escola da vida deveria exigir estágio em um abrigo de animais. Só assim nos tornaremos melhores. Só assim chegaremos a um nível de evolução compatível com as energias que tomarão conta de nosso planeta a partir de agora.

Precisávamos encontrar as palavras certas, com força pra sensibilizar e tentar mudar esses destinos. Nem sempre conseguimos. Alguns anúncios tornam-se repetitivos.

Mas, no caso desses dois, por falta de novos e mais convincentes argumentos, decidimos ficar mais tempo com eles, na esperança de conseguir flagrar momentos especiais. Acho que conseguimos. Seguem as fotos. Alguém sabe qual dos dois é a fêmea?

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Brincadeiras a parte, tínhamos um casal perfeito. Dóceis, carinhosos, brincalhões e muito sociáveis.

O Pretinho, que depois da matéria descobrimos chamar-se Vitor, era daquelas criaturas que adoravam uma coceira na barriga.

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Já a pretinha, que na verdade chama-se Juma, era carente e adorava carinho. Há muito tempo ela não sabia o que era colo mas, se encontrasse quem lhe oferecesse, aceitaria com gosto.

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Se em razão da matéria ou se por méritos próprios não importa. O fato é que estes dois tiveram a sorte grande. O Victor foi adotado primeiro.

Já a Juma acabou adotada por uma voluntária da própria Cão Viver. A Raiane decidiu dar a ela uma segunda chance. De quebra, ainda levou também a Neném, uma tigradinha miúda. Depois da partida do Vitor, a Neném passou a ser a companhia da Juma.

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